24.4.17

Maria de Fátima Santos e FLORES PARA A DELEGADA

Crônica diária



Sou leitor, não um crítico

Outro dia escrevi sobre um livro chamado "Ferrugem", do jornalista e escritor carioca Marcelo Moutinho, e pela primeira vez um autor lê minha crônica e se manifesta. Fiquei gelado. Tenho dito que não sou um crítico literário. Sou só um aprendiz de cronista. Minhas croniquinhas  tem como tema, entre outros, minha opinião sobre os livros que leio. Ian McEwan, Haruki Murakami, Paul Auster, Chico Buarque, Dror Mishani, Raduan Nassar, entre muitos outros, nunca se manifestaram. O comentário do Marcelo me abalou. Sem querer dar uma dimensão, que não tem, minhas opiniões, atingem um pequeno universo de cem leitores, se tantos,  e isso me impõe uma responsabilidade, para a qual não havia me atentado. Poderia ter só dito o que realmente achei, e escrevi na crônica, sem falar da minha decepção com falta de um final mais excitante em seus contos. Talvez tenha sido severo demais. Ou criado expectativas, que nem o autor é responsável. Fiquei chateado. Sabem o que o Marcelo Moutinho escreveu ao comentar minha crônica? Só ":)". Isso mesmo, um símbolo de sorriso. Disse com isso, mais do que mil palavras. Me atingiu na boca do estômago. Vou lembrar para sempre. Vou pensar mil vezes antes de apontar um "defeito" no livro dos outros. Talvez o defeito seja meu, e não do autor.

23.4.17

MONTANHA QUEIMADA - Paula Canto

Molde feito em argila+vermiculira+cimento
 Argila oca depois de sair do molde
Processo de secagem
 Queimada a 1200º
Pronta para pintura. Trabalho de Paula Canto

Crônica diária

"Flatulência oral"

Essa expressão cunhada pelo jornalista da Band News, Ricardo Boechat, se referia às borbulhas provocadas por um digestivo efervescente. Fazia uma analogia à verborragia dos ministros do STE, na sessão para leitura do parecer do relator do processo contra a chapa Dilma/Temer. A leitura acabou não sendo feita. Com esse tribunal o Temer tem pouco a temer.  

Comentários que valem um post




João Menéres disse...
A Matilde é a minha neta mais velha ( 17 anos ) e gosta de colaborar comigo.
Eu ainda não colhi nenhuma das flores para a Delegada.
Tem sido uma semana de imenso trabalho, como há muito me não lembro.
O livro, Eduardo, está pousado na mesa fronteira à espera da oportunidade.
Folhei e li frases soltas e tenho já a certeza que o vou devorar.
Nem sei se sobrará uma só flor !...

Um obrigado ao Eduardo.
sábado, 22 de abril de 2017 04:44:00 BRT
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JOSÉ LUIZ FERNANDES deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Frases, parágrafos e textos curtos podem ser essenciais no jornalismo,mas nem tanto na literatura. A literatura é mar imenso, em que há navegações de cabotagem e navegações de longo curso.

Postado por JOSÉ LUIZ FERNANDES no blog . em sábado, 22 de abril de 2017 04:13:00 BRT  

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22.4.17

João Menéres e FLORES PARA A DELEGADA

FOTO by Matilde Menéres

Crônica diária

"O papel de parede amarelo"

Essa pequena obra prima da escritora Charlotte Perkins Gilman (1860 *1935) é considerada uma das precursoras do feminismo nos EUA, "O  papel de parede amarelo", um clássico da literatura feminista, magnífico exemplo de uma obra concisa, e objetiva. Frases e parágrafos curtos. Não por acaso mencionei-a quando comentava a literatura do Raduan Nassar. Num formato ainda menor do que o pequeno livro de contos do Nassar. "O papel de parede amarelo" tem apenas 59 páginas. Apresentação de Marcia Tiburi e posfácio de Elaine R. Hedges. 

Crônica de Alvaro Abreu


Quem diria...


A vida é um contínuo, uma sucessão de acontecimentos, muitos deles relacionados entre si, gerando consequências em cadeia, como a água da chuva que molha o solo, encharca a terra, escorre morro abaixo, abastece os córregos, enche os rios, suja o mar, impede a pesca de mergulho e acaba protegendo as lagostas. Nestes dias de vento sul bem fraquinho, a água do mar está espelhada e transparente como há muito não se via. No meu tempo de rapaz atlético, uma água dessas era motivo para matar aula e remar até as ilhas do Boi ou do Frade, em busca das lagostas. Hoje, há quem diga que as lagostas sumiram das redondezas, em função do minério de ferro que cai no mar o ano inteiro e da pesca desenfreada.

Em terra firme, fatos e pecados que misturam o mundo da política e o submundo dos negócios estão sendo revelados em larga escala pelos próprios atores, em dezenas de depoimentos de envergonhar mães de delatores e delatados. Denúncias graves e, possivelmente, comprováveis, são retrucadas com negativas cínicas e burocráticas. No tempo do Mensalão, apostei que caciques também seriam presos, além dos bagrinhos. Agora tenho visto manobras de políticos comprometidos até os dentes tentando aprovar leis que protejam seus interesses. Faz parte do jogo. Otimista, gosto de acreditar que o processo vai continuar se desdobrando, evoluindo, para ser mais exato. Se a morte de Teori aliviou alguns, a atuação de Fachin deve estar tirando o sono de muita gente. Acredito que a Lava Jato já tenha atingido o chamado ponto de não retorno.

Para além da sensação de impotência, da descrença e das teorias de conspiração, vejo que começam a brotar iniciativas individuais e de pequenos grupos orientadas para a busca de soluções para o descalabro nacional. Tem gente propondo, inclusive, uma Assembleia Constituinte, composta por brasileiros notáveis e de ficha-limpa, para rever a legislação que regula a atividade política, passar uma régua nas práticas e lideranças vigentes e, sobretudo, possibilitar um futuro mais animador.


Vitória, 19 de abril de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

21.4.17

Regina Collor e FLORES PARA A DELEGADA

Me encantando com o livro do Eduardo!!!! Uma delicia!! Obrigada!!!
Regina Collor Finalmente vou começar o meu Flores........Um beijo!!!!!! Grazie!!!

Crônica diária

Raduan Nassar e "Menina a caminho"

Agora estou curtindo, mais do que nunca, livros pequenos. Esse monstro da literatura brasileira, autor de pouquíssimos livros. Na verdade só três, e alguns textos esparsos publicados cá e acolá. Li numa sentada o "Menina a Caminho" composto de cinco contos em 83 páginas. Uma pérola. Nem uma vírgula, ou uma vogal, a mais ou a menos. Cada palavra solidamente cravada na frase, como se tivesse sido milenarmente pensada e repensada. Uma ordem absoluta. Uma clareza e síntese invejável. Por isso Raduan é o escritor que é. Na mesma pegada de livros pequenos, vou começar a ler "O papel de parede amarelo", da Charlotte Perkins Gilman, com 69 páginas, em tamanho ainda menor. Volto a falar sobre ele daqui a pouco.

20.4.17

Biblioteca do Harmonia de Tenis

No Clube que se joga tenis, se lê pouco...

Crônica diária

Porque precisamos de uma nova Constituição

Responderei aqui à jornalista Mary Zaitan que publicou no O Globo um artigo denominado: "Não precisamos de nova Constituição"

"A convocação de uma Constituinte ganhou força nesta semana em que a lama recolhida pela Lava-Jato esparramou e subiu acima da linha do pescoço de políticos de todos os matizes"? Porque não é "a panaceia da vez". É a única saída. Como pretender que esses políticos cumpram a lei? Os enlameados defendem sua tese, isto é, manutenção da obsoleta e remendada constituição de 88. Uma nova Carta tem sim o poder de exterminar os atuais partidos, sanar a crise de representação e colocar na cadeia aqueles que não cumprem as leis. Com o atual quadro partidário, seus integrantes, e regime eleitoral não há como fazer o Congresso observar as leis. Eles as fizeram, e eles mudam as leis atendendo seus exclusivos interesses pessoais. Na calada da noite, como estão cansados de fazer. Não representam os eleitores, como determina a obsoleta constituição de 88. Só mudando o regime eleitoral, renovando em 100% o quadro político, poderemos vislumbrar um novo país. Engana-se quem pensa que com os atuais congressistas se possa alterar a prolixa constituição, mesmo com anuência plebiscitária. Ela foi elaborada em circunstâncias muito especiais, e foi a melhor possível à época. O mundo mudou, e nossos políticos, depois de treze anos de governos do PT, só fizeram aprimorar, e profissionalizar os mal feitos. Deles não se pode esperar nada melhor.

A senhora, Mary, fala que "a Constituição já foi alterada quase uma centena de vezes. Ao contrário do que muitos dizem, não há mal algum nisso, até porque, para fazê-lo, é preciso maioria qualificada por duas votações na Câmara dos Deputados e no Senado." Que absurdo. Como esperar "maioria qualificada na Câmara e no Senado"? Que qualidade tem esses Deputados e Senadores? Que autoridade moral? A quem representam? E não me venha alegar que a Lei da Ficha Limpa tem alguma serventia. Me poupe, dona Mary.
A senhora fala que o povo clama por Justiça. Sabe quanto tempo o STF levará só para indiciar os citados nas delações? No mínimo 20 meses. Esse foi o tempo gasto em média nos últimos três indiciamentos da Lava Jato. Em 2018 estarão TODOS eleitos em chapas chapas fechadas, pelos mesmos corruptos partidos, pelo mesmo sistema eleitoral.
Sempre há "possibilidade de fracasso", enquanto houver jornalistas que pensem como a senhora.
Amadurecer essa ideia é o que estamos fazendo. Mas como a senhora mesmo disse, ela é velha e sempre vem a tona nos momentos difíceis. É preciso tomar coragem e enfrentar a realidade. Não será na bonança que iremos aprovar uma nova Carta. Respondo suas perguntas: "Quem convocaria a Constituinte? O povo? Como?" Sim, o povo. Ele nas ruas exigiria que o Congresso aprovasse um plebiscito, e este referendaria a Assembleia Independente.
Sofisma quando advoga que "a questão central é que por mais estarrecedora que seja a corrupção revelada, não há ruptura institucional que justifique a elaboração de uma nova Carta." Acontece que não somos um "país sério" se continuarmos com a mesma Constituição que permiti cataclismos como os do Mensalão, Lava Jato, e dos próximos.
A nossa Lei maior não debelar as crises, e estimula casuísmos.
O fim da impunidade, reclamada pelo cidadão, como afirma em seu artigo, só virá com uma nova Constituição que permita ao Judiciário cumprir sua missão em tempo célere, não permitindo procrastinações, e penas que se extinguem pela demora e lentidão dos processos. Fim de imunidades.
Uma ,democracia, com uma Constituição republicana, capaz de pautar a reconstrução  do país, é a derradeira esperança dos brasileiros, desde que formadores de opinião, como a senhora Zaidan, não atrapalhem.

Comentários que valem um post


Ery Roberto Corrêa

Grande Eduardo! Que surpresa boa! Recebi seu livro, quero agradecer pelo envio e estou iniciando a leitura.
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 Miraides Maria Ventorim Obrigada eu, por ter vc na minha página, compartilhar sabedoria e conhecimento é mais do que escrever, é ensinar......
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19.4.17

Mariana Pitteri e FLORES PARA A DELEGADA

Mariana Pitteri

Crônica diária

O que dizem os contra

Dois articulistas da Folha, André Singer, da USP, que dispensa apresentação, pois é um dos bons representantes da esquerda burra que graça naquela Universidade.  O outro, no mesmo dia (15/04/17) no mesmo jornal, Oscar Vilhena Vieira, da FGV, argumentam que em época de crise não se deve mexer na constituição. Só não dão a receita de como sair dela, com a constituição de 88, com mais de noventa emendas e outras mil tramitando no Congresso. Constituição essa que deu oportunidade, com as atuais regras político-partidário-eleitoral, às mazelas que vivemos. Alegam também que falta liderança no momento. Todas estão profundamente contaminadas pela operação Lava Jato. Logo, mais uma razão imperiosa de se fazer uma Assembleia Constituinte Independente, formada por lideres da sociedade, portadores de grande saber, e ilibado conceito, fora dos partidos, e dos redutos universitários contaminados ideologicamente. Ao contrário do que alegam as esquerdas, a nova Carta será democrática, republicana, e voltada para a soberania popular, onde o Congresso só poderá fazer o que o povo, por referendo, determinar. 

Comentários que valem um post



Dan Fialdini Eduardo, adorei Flores para a Delegada: suspense, conhecimento de vida, romance e muito humor. Gostoso de ler. Obrigado!!!
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18.4.17

Cristina Rolim e FLORES PARA A DELEGADA

Adorei, quero um
Antonio pra mim kkk, mistério e romance, tempero certo pra prender o leitor! Parabéns👏🏻👏🏻👏🏻

Crônica diária




O foco agora é Constituinte Independente já 


Sempre é bom recordar, porque não faz muito tempo, chamaram-me de sonhador. Conseguimos tirar a Dilma da Presidência. Agora voltamos para uma nova batalha: Constituinte Independente já! Disseram-me que é um  sonho. Não importa. Essa deverá ser nossa nova batalha na dura luta contra a corrupção, políticos corruptos, corruptores, e a esquerda burra de sempre. Quando acusávamos nossos adversários políticos, entre eles alguns intelectuais e amigos esquerdistas, de apoiarem o PT, Lula ou Dilma de serem ingênuos, ou de estarem com o rabo preso fomos tachados de radical. Hoje, além dos presos, mais de 400 políticos foram citados pelas delações premiadas. Entre denunciados ou investigados pela Lava Jato e STF estão quase todo mundo político brasileiro, que infelizmente levarão mais de 20 meses para tornarem-se réus. Isso em bom português significa que todos, inclusive Lula, Aécio, Alckmin, e outros presidenciáveis, poderão se candidatar em 2018. Sem falar nos atuais deputados e senadores. Todos concorrendo, apesar da gravidade das denuncias que pesam sobre eles. E apesar da Lei da Ficha Limpa. Só isso, se fosse pouco, justifica preventivamente a instalação de uma Assembleia Constituinte, , e com a característica de ser Independente. Só uma nova constituição, substituindo a remendada de 88, pode tirar o país da crise. "Independente" significa: convocada por plebiscito popular, e constituída por cidadãos de reconhecido saber, sem mandatos, e sem remuneração pelo período de seis meses, prazo em que apresentarão à nação a nova carta. Esses membros da Assembleia Constituinte ficarão inelegíveis, ou impedidos de exercerem cargos públicos por dez anos. Vamos abraçar essa ideia: Constituinte Independente já!

Comenttários qque valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

É necessário agitar nas redes sociais para os irmãos brasileiros se convencerem e actuarem rápido.

Postado por João Menéres no blog . em segunda-feira, 17 de abril de 2017 05:18:00 BRT 

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 Eduardo Penteado Lunardelli A reforma político eleitoral, que ninguém nega ser urgente, jamais será feita pelos políticos no exercício do cargo. Isso sem falar nas outras tantas reformas, que se ficarmos na dependência deles, sairão desconfiguradas, inócuas, e fora do tempo hábil, para salvar o país. Se todas essas premissas, não são relevantes para justificar uma nova Carta, o Brasil esta definitivamente perdido. Com, aí sim, perigo de uma grave crise institucional, que no momento não existe. Exatamente por essa razão, o momento é mais do que oportuno, é ímpar. Constituinte Independente já !
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17.4.17

Páscoa

Lara e Luiz disputando balinhas de goma... na Páscoa. 2017

A única salvação para o Brasil


Corpus Acrobatics

Companhia Holandesa dos meus amigos Vincent e Marley

Crônica diária



Assembleia Constituinte Independente já !

Quinta feira passada postei o manifesto à Nação que conclamava os meus leitores a debaterem e divulgarem a ideia de uma Assembleia Constituinte Independente. Sabem quantas pessoas curtiram? Onze. Uma só comentou. Desse jeito não há quem salve este país. Mas como quinta era véspera de feriado (sexta da paixão) relevei as ausências por conta do feriadão. Sexta, sábado e domingo continuei postando amenidades. As curtidas voltaram ao normal. Hoje retorno ao importante tema, na esperança de que os brasileiros não se omitam nesta hora. Com a classe política completamente envolvida nas delações da Lava Jato, e com a certeza de que o STF levará no mínimo 20 meses para iniciar os eventuais processos, significa que todos os citados, nas delações, ainda poderão concorrer às eleições de 2018. Isso posto, é absolutamente urgente que o povo exija uma Assembleia Constituinte Independente. Como funciona? Os congressistas ou o plebiscito indicam um grupo de cidadãos qualificados profissionalmente, com idoneidade ilibada, para num prazo de seis meses apresentarem à nação um novo texto constitucional. Essas pessoas não seriam remuneradas, e tão pouco poderiam se candidatar a cargos públicos ou eletivos por dez anos. Essa é nossa derradeira saída, para numa eleição democrática, em 2018 iniciarmos a reconstrução do país. Fora disso é o caos. E no caos, tudo é possível. Vamos evita-lo a todo custo.

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