22.7.17

MONTANHA nº 8 COLORIDA

Montanha nº 8 COLORIDA e montanha nº 10 ao lado

Crônica diária

Abstinência de notícias 

Estou passando uma semana fora do mundo. Em casa, mas sem notícias. Fui proibido de ligar a TV, pelo meu filho. Minha neta de oito anos, que não assiste TV, mas não desgruda os iPads da vida, teve dificuldades para dormir, e acordou com pesadelos na primeira noite Tudo por conta das imagens que viu na TV. Que imagens? As do Jornal do dia. Ao assistir a matéria da comemoração de dez anos do desastre da TAM, em Congonhas, comentou com o pai: "Papai caiu um avião." Ao que respondi: " Há dez anos...". Mas o pai me fez desligar e não assistir TV na frente dos netos. Estamos criando crianças em redomas. Fora da realidade. Aviões caem, pessoas morrem, e "podem virar estrelinhas no céu", mas essa é a realidade da vida. Sem notícias do mundo, o meu, também, ficou vazio. Não tinha nada, além disso, para vos dizer hoje.

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MONTANHAS JUNTAS":

Volto das férias e vejo essa série incrível de montanhas; que surpresa boa!

Estou vendo, de uma olhada só, o Varal desde fim de maio. Confesso que não li as crónicas, fiquei em busca das montanhas.
Até agora a n°6 azul, foi direto nel mio cuore; efeito do Tavolara, no mar Tirreno, que me encantou nessas férias. Ele, visto de longe é azul!!!

Continuo a busca.

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quinta-feira, 20 de julho de 2017 05:08:00 BRT 

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21.7.17

Banho de sol

Autor e banhista desconhecida

Crônica diária

O culpado é sempre o carbono ou o mordomo

Nas histórias policiais é o mordomo sempre o culpado. Uma leitora assídua escreveu me sobre a crônica: "Papel carbono", dias atrás, contando que um marido escrevia cartas de amor para a amante, com cópias em papel carbono. Certo dia a esposa descobriu as cópias escondidas. Mais uma vez o carbono foi o culpado. Amante descuidado. "... esse foi o princípio da decadência de um homem acima de qualquer suspeita".

Crônica do Alvaro Abreu

Voando na Ilha

Dia desses uma família de corujas fez sucesso na primeira página deste jornal. Sérias e intrigadas, elas posaram para a foto diante da toca que cavaram na areia, perto da Curva da Jurema.
No começo da Praia da Direita da Ilha do Boi também tem uma família daquelas corujas. Aliás, passarinho é o que não falta por aqui, dos bem pequenos aos mais taludos: juriti, pomba-rola, rolinha, anu branco e preto, bem-te-vi, cambaxirra, caga-sebo, cardeal, pica-pau, joão-de-barro, canário-da-terra, sabiá da mata, sabiá da praia, bombeirinho, coleiro, beija-flor, sanhaço, gavião, maçarico, andorinha-do-mar, gaivota, pardal e urubu, naturalmente.
Acompanho a evolução dessa turma desde que me mudei pra cá, em1987, quando os pardais dominavam o pedaço. A chegada dos bem-te-vis foi bem vinda e determinante. Maiores e mais fortes, aos poucos foram tomando terreno. Faziam ninhos nos transformadores da rede elétrica e se alimentavam com ovos dos concorrentes.
Não tenho visto mais o bando de bombeirinhos que habitava a ilha desde sempre. Acho que se mudaram por falta de semente de capim colonhão (SIC), que a prefeitura não mais permite cultivar nos terrenos baldios que restam. 
Outro dia reparei o bando de maçaricos fazendo hora na laje de pedra em frente ao Village. Por alguma boa razão ancestral, eles descansam perfilados no contra-vento, num pé só, com o bico vermelho enfiado debaixo da asa direita. Para fugir da espuma das ondas, saltitam para a parte mais alta, sempre no mesmo pé. Há quem se queixe do barulho que fazem à noite.
Gosto de pensar que o mamoeiro que vejo da janela do meu quarto alimenta os sanhaços e que a moita de hibisco tenha virado uma espécie de restaurante self-service para cambaxirras, caga-sebos e beija-flor de todo tipo. Mas merece denúncia a concorrência desleal praticada por passarinhos que bicam as frutas da nossa jabuticabeira desvairada, antes mesmo que amadureçam.
Em dezembro passado apareceu um sabiá da praia, que adora passear pelos jardins da casa usando pulseira de alumínio na perna esquerda. Mansinha, acho deve ter sido solta da gaiola por insistente pressão dos filhos de quem a mantinha presa. Em compensação, nunca mais vi o único pica-pau que bicava por aqui.
Não sei bem os motivos, mas uma grande quantidade de andorinhas do mar resolveu se apossar da Galheta de Fora recentemente, deixando a pedra toda branca. Fazem lembrar das garças carrapateiras que descem em caravana o rio Itapemirim nos fins de tarde. Da varanda da casa de um amigo, parei de contar depois que passaram mais de 600.
Como muita gente da minha geração, fui criado com passarinho em volta, dentro de casa. Pouco antes de morrer, papai ganhou de presente de Augusto Ruschi um bicudo, que viveu conosco por mais de 14 anos. Ele conhecia mamãe de longe. Seu canto, afinadíssimo e melodioso, era de fazer inveja a tio Cristalino, que tinha grande orgulho de seus bicudos e curiós.
Digo tudo isso com saudade da Aurora, a arara que vivia solta pelos muros, fazendo graça para quem passasse na rua. Temperamental, tinha ciúmes dos cachorros da casa. Interesseira, ela vinha tomar café da manhã comigo. Diariamente.

Vitória, 30 de Setembro de 2009
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

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Li Ferreira Nhan disse...
Hahaha! Que ótima caricatura!

20.7.17

Montanhas de longa data III

 Acrílica sobre tela, 100 x 120 cm, 1999, Coleção do artista.  As montanhas já estavam lá.

 2005 Cadaques, Espanha. uma pedra que representa uma Montanha sobre base de gesso.
 Pedra representando uma Montanha sobre caixa de isopor. O pesado sobre o leve. 2000
Série MONTANHAS Junho de 2017.Montanha nº 8, nº 6 Pintada, e nº 10 menor.

Crônica diária


Atendendo a pedidos

 O cronista tem permanentemente alguns dilemas. Um deles é que assunto tratar na crônica de amanhã. Há dois dias o meu leitor Roberto Klotz, escritor, intelectual, e provocador cultural, deixou este comentário aqui:  "Alegre meu dia amanhã. Conte-me sobre a floração do ipê, o ninho de colibri ou como você é feliz com ...". Não costumo ser pautado por leitores, mas no caso do Roberto é uma ordem. Não sei só se serei capaz de alegrar seu dia. Ontem ainda respondi para a minha querida leitora Cândida Botelho que a Piacaba, onde moro, leio, escrevo, e faço minhas montanhas, fica em Santa Catarina. Aqui esta fazendo seis a oito graus ao meio dia. Inverno de verdade. E não temos nessa parte da Mata Atlântica o Ipê. Nem floração amarela, roxa, ou branca. Temos muito pouco colorido em nossas matas, nesta região. Aqui imperam as bromélias. Manacá, um ou outro. O colibri também não é o pássaro mais comum. Mas temos o Aracuã, com seu grito característico, e plumagem marrom sem graça, mas os casais são uma alegria nas tardes e manhãs de nossa região. Há tucanos, e canários, pássaros azuis e verdes que desconheço o nome. E para terminar a crônica dedicada ao Roberto e à Cândida, sou obrigado a confessar que minha felicidade é poder morar nestas bandas, à beira da praia, no pé de uma montanha, com os pés na lagoa de Ibiraquera. Lugar ideal para ler ao lado de lareira, comendo pinhão cozido, bebendo vinho a noite, e escrevendo numa paz e silêncio dos deuses.

19.7.17

RONALDO WERNECK

Agradeço ao poeta e amigo Ronaldo Werneck mais esta obra, agora sobre ROSÁRIO FUSCO.

Crônica diária

A rotina e as férias dos netos

A minha rotina de avô que lê, escreve e faz montanhas foi quebrada. É férias escolares dos meus quatro netos. A mais velha, a Eduarda, não veio porque esta fazendo fisioterapia por conta de fraturas no braço direito, resultado de uma queda. Os irmãos Pedro e João que moram em Ribeirão Preto, uma das cidades mais quentes do interior de São Paulo, que só perde em termos de calor para Araçatuba, onde residem uma irmã e um irmão meu, vieram passar frio aqui na Piacaba. E vieram com a prima, minha neta, filha do Guilherme meu filho. Os três são da mesma idade, porque o Pedro e o João são gêmeos. Três pestinhas. Além de primos são muito amigos. E estão na idade terrível de oito anos. Quando chamo de pestinhas, e idade terrível é porque são absolutamente saudáveis. Sobra energia e atividade. Mas chegaram com sol e um tempo agradável deste mês de inverno na praia do litoral de Santa Catarina. Dois dias de´pois a frente sul entrou com tudo. Gelou. E veio com chuva fina e duradoura. Os dois de Ribeirão, onde não há inverno, estavam desprevenidos. Saíram do quarto como duas cebolas. Três ou quatro camisetas uma sobre as outras. E pareciam dois pinguins. Fomos comprar uma super jaqueta numa super loja na margem da BR101, em Imbituba. A super loja se chama Ferju. Explico: o proprietário tem dois filhos, Fernando e Juliano. A loja é enorme. Não sei quantos mil metros quadrados num único pavimento térreo. Só de roupa de cama, mesa, e vestuário. Parece um enorme galpão fabril repleto de araras coloridas com roupas para todas as idades. Mas é uma super loja popular. Muito popular. Tem mais de dez caixas, mas só dois trabalham com cartão. Os outros só dinheiro. E um dos caixas que só opera com cartão estava com a máquina quebrada, e fui obrigado a ir passar o cartão em outro caixa e voltar para apanhar as duas jaquetas. A Ferju é conhecida pelos outdoors ao longo da BR. Anunciam espalhafatosamente, a preços incrivelmente baixos, seus produtos. Sempre em promoção. E foi lá que entre milhares de produtos, depois de algum trabalho de garimpagem conseguimos descobrir as duas únicas jaquetas de nylon forradas, com capuz, e pode ser usada do avesso. Eram as duas únicas no tamanho 16. Como também eram da mesma cor, um dos gêmeos ficou com a azul, e o outro com a padronagem do averso. Estão preparados para enfrentar o frio de seis graus. E na praia, com vento a sensação térmica é ainda menor. E para atrapalhar minha rotina, querem agora ir ver neve em São Joaquim.

18.7.17

Montanhas de longa data II

 Acrílica sobre tela, 1998, 100 x 80 cm.  Do acervo de Marina M. Leite do Canto
Acrílica sobre tela, 1998
Montanhas nº 4 e nº 5 sobre bloco de mármore branco. Junho 2017

Crônica diária

Embromação

Esse é o título que o cronista Alvaro Abreu deu à sua crônica da A Gazeta de Vitoria, ES, e transcrita, semanalmente, no meu blog Varal. Ele trata da demora, da "embromação" na duplicação da BR 101. Respondi ao cronista que por mais de dez anos vivenciei esse drama exatamente na BR 101 que liga São Paulo à Piacaba (SC), onde moro. As desculpas naquele tempo eram exatamente as mesmas relatadas pelo amigo capixaba. O IBAMA, era, e continua sendo um dos maiores responsáveis pelos atrasos das obras públicas neste país. Aliada aos interesses das construtoras que conseguem com os  rotineiros, e previstos atrasos, renegociação dos valores das obras. E como ficou provado, na operação Lava Jato, os políticos de todos os partidos se valiam das propinas, e da corrupção, para sobreviverem. No caso do trecho da 101 perto de casa havia ainda a FUNAI para colaborar com a embromação. Com o prejuízo no transporte nacional. Com a sobre valorização dos contratos. Com a responsabilidade de centenas de mortes causadas pela falta da duplicação da rodovia. O que não falta no Brasil é mato em pé. Reservas indígenas. Mas a FUNAI é mais uma dessas inúteis instituições fruto da hipocrisia nacional. Temos muitos caciques pra poucos índios. Temos quatorze milhões de desempregados para nenhum emprego. Mas centena de sindicatos a serviço de manifestações políticas completamente alheias aos seus sindicalizados. É preciso reformar o estado brasileiro de alto a baixo. Refundar a República. E procurar nos erros do passado recente, reorientar a política econômica, diminuindo drasticamente o tamanho do estado, da burocracia, e deixando a iniciativa privada trabalhar. Ela gera emprego, produz serviços e bens de consumo que geram impostos. Ao governo cabe só não atrapalhar. Assim acabaríamos com a embromação.  

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Lia Noronha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "RUBEM BRAGA":

Que belo desenho...e merecida homenagem a esse grande escritor Capixaba...e que tanto abrilhantou a crônica na nossa Literatura!
abraços meus.

Postado por Lia Noronha no blog VITIMA DA QUINTA em 17 de julho de 2017 00:06 

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Direito de resposta sobre o COMENTÁRIO publicado ontrem:

Eduardo, olha o que eu achei (veja link a seguir):
Um texto altamente elogioso  de Fabiano Mauro Ribeiro (será o mesmo?) a respeito de meu livro sobre Humberto Mauro, publicado no jornal O Tempo de BH em 2009  e transcrito no blog do CTAv-Centro Técnico do Audiovisual do Minc, em 2010.
Será o mesmo sujeito que escreveu o comentário em seu Blog? Se for, ele anda meio “pirex”


Abração,
Ronaldo Werneck
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17.7.17

Montanhas de longa data

Série Paisagem, 1998, 100 x 80 cm, óleo sobre tela.
As montanhas já se desenhavam no alto da tela

Série Paisagem, 100 x 80 cm, acrílica sobre tela, 1998

 Elas voltam agora estilizadas em forma de esculturas/objetos. Vermiculita, faiança e cimento cola para rejunte.
Estilizadas em cerâmica esmaltada, e vermiculita, argila em pó, e cimento, pintadas com tinta a óleo.

Crônica diária



 "Sob o signo do imprevisto" de Ronaldo Werneck, sobre Rosário Fusco

Eta título longo. Garanto, pois, uma crônica curta. É para agradecer e recomendar o livro do meu amigo e poeta Ronaldo Werneck. Não "há controvérsias" sobre a autoridade que tem para escrever sobre o conterrâneo Rosário Fusco. Conheci algumas publicações do Fusco através do Ronaldo. Agora com este novo livro, o autor de "Carta à noiva", que segundo Millôr Fernandes (Rio, 1954) "considerava uma vergonha nacional passar despercebido, dos intelectuais e do público, o...livro de Rosário Fusco". E dele falaram bem Mario de Andrade (Taxi e Crônicas, 1932), Carlos Drummond de Andrade (1977), Otto Lara Resende (1977), Joaquim Branco (2017) e Luiz Ruffato, entre outros que não deixam dúvidas quanto a importância do Fusco para a literatura brasileira. Em boa hora o Ronaldo nos envia de Cataguases seu novo livro.

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Mauro Ribeiro Fabiano

Amigo, a Candida Botelho me nadou uma crônica sua "Criminosos Ideológicos", me marcou um comentário em que vc fala de "um escritor de Cataguases" creio que é Ronaldo Werneck? esse moço é muito curioso, eu sou sobrinho do Humberto Mauro, e estou até com um livro sobre ele já pronto, mas o Werneck é um fenômeno- ele esteve com meu tio umas duas outres vezes, e de repente o homem morre, e ele desanda a escrever sobre ele- veja bem, eu nunca ouvi meu tio falar nesse moço, e olha que Humberto ia muito visitar a irmã. que é minha mãe etc. Ele é bem cansativo....
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16.7.17

Luiz pintando


Luiz em plena seção de pintura. Julho 2017

Crônica diária

Sobre a renúncia do Temer

No dia 21 de Junho passado, portanto há quase um mês, escrevi sobre a absoluta necessidade do Temer deixar o cargo. E preconizei a futura derrota do PSDB, em 2018, por conta do partido estar dando apoio e participando com quatro ministros desse governo. Previsão temerária em se tratando de política brasileira. O que levou-me a essas conclusões foi a necessidade imperativa de se voltar a exigir um mínimo de decência, moral, e honra dos políticos no exercício do poder. O Temer perdeu completamente tudo isso. Logo, não há outra alternativa. Lastimo, deploro e condeno os que pensam o contrário. Os que acham que apesar do Temer ter cometido os crimes que lhe imputam, e ninguém duvida,  seria melhor que ele continuasse no poder. Para fazer as reformas, alegavam. Não se pode transigir a esse nível. Muito menos quando se trata do Presidente da República. E outra razão que fortalece minhas convicções é a certeza que o propósito do Temer iria renunciar logo após as primeiras horas que se seguiram a divulgação da fita do Joesley. E ele sabia as razões. Não o fez por conta dos argumentos dos  seus  ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Não porque entendiam que seria melhor para o país, mas como auto defesa, uma vez que todos estão sendo investigados e não podem perder as imunidades dos cargos. Maus conselheiros. Maus brasileiros.

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vaso da Paula":

Ideia brilhante !
Parabéns Paula Canto

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sábado, 15 de julho de 2017 07:16:00 BRT

15.7.17

Vaso da Paula

Vaso de parede da Paula Canto. Julho 2017

Crônica diária

Favas brancas

Sábado passado publiquei uma crônica com o título "Modéstia às favas". Hoje volto ao assunto para agradecer, nominalmente, os leitores que me agraciaram com favas brancas.
Maria Tomaselli
Roberto Klotz
Zazá Do Val
Gislaine Andrade
Sandra Moreira
Beth Cross
Ana M Fc Ap
Rosa Moreira
Cito um a um pela importância da cor das favas. E informo que considerei as outras curtidas como favas pretas. Mas não importa o placar, o importante é saber que a crônica agradou a alguns. A pintura e as "montanhas" também. Fiquei com o ego inflado, e fui comer uma salada com vagens e ervilhas.

Crônica do Álvaro Abreu


Embromação

Embromação é uma palavra quase que fora de uso, mas foi a que me veio à cabeça ao buscar uma palavra chave para a crônica que resolvi escrever sobre a novela da duplicação da BR101, motivado por mais uma matéria publicada recentemente neste jornal. Antes de seguir em frente, por curiosidade, fui ao dicionário buscar seus sinônimos e encontrei muitos, incluindo: tapeação, mentira, trapaça, enganação, engodo, treta, tramoia, manobra, burla, embuste e engabelação. Cada um deles ganhou validade diante do tamanho do atraso das obras de duplicação e, sobretudo, das argumentações apresentadas oficialmente pelo diretor da ECO101, a empresa concessionária, em reunião na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Li que o contrato de concessão estabelece que cento e vinte quilômetros deverão estar duplicados até 2019, porém, passados quatro anos da sua assinatura, somente uns trinta deles estão em obras e nem um foi concluído. Quando se usa a estrada, o que se vê são apenas praças de pedágio, agora com cabines blindadas contra assalto, pontuais melhorias em acostamento, sinalização, muitos controladores de velocidade, alguns aterros, poucos morros sendo cortados, pouquíssimas máquinas em operação. Entre as justificativas do atraso, o diretor incluiu dificuldades em obter licenciamento do IBAMA, problemas com ocupações irregulares às margens da rodovia e a diminuição do fluxo de veículos em função da crise e da concorrência exercida pela BR116, que corta Minas Gerais. De longe, fico imaginando a presteza e o empenho da concessionária em obter as devidas licenças ambientais e resolver as pendengas com donos de biroscas, de pequenos sítios com plantações de mandioca. Aqui, com toda certeza, a embromação calcada nas dificuldades burocráticas é que é a alma do negócio.
  
Não sei quantos milhões a ECO101 já arrecadou nem quantos já morreram na estrada. Sei que só eu, que pouco viajo, já gastei uns duzentos reais de pedágio e perdi horas de vida em fila indiana, atrás de caminhão, para não morrer na ultrapassagem.

Vitória, 12 de julho de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

14.7.17

MONTANHAS nº 2 e nº 3 no por do sol

 Coleção do artista
O vaso ao fundo faz o por do sol

Crônica diária



Papel carbono

Todo cronista, de todos os tempos, valeram-se como inspiração do que ouviam e viam pelas calçadas e ruas de suas cidades. Os jornais também sempre foram uma boa fonte. Continuo valendo-me de todas. As ruas frias deste inverno não trazem nenhum novo fato a não ser o crescente número de miseráveis dormindo nas calçadas, e de escadas, encostadas nos postes, e funcionários sabe-se lá de quem,  colocando mais cabos. Nos jornais noticias do Trump dando a mão para o Putin, e a imprensa comentando que a forma como elas aparecem na foto, representam o total domínio do Trump sobre o Russo. Isso se um aperto de mão falasse. Mas o que chamou minha atenção foi a crônica do Rui Castro, na Folha. O papel carbono foi o mote. Lembrou que pessoas com menos de trinta anos nem sabem o que era isso. Traduziu como "uma folha de papel pintada num dos lados, e que servia para fazer o backup". Adorei a comparação. A palavra cópia foi para o espaço. Ninguém usa mais.

13.7.17

EXTRA

Sabem por que o Moro deu a pena de 9 anos e meio para o Lula? Para que ele possa contar nos dedos das mãos.

Claudinha, velha amiga

 Esta semana recebi da Claudinha (Noite Harmônica)
E lembrei da sua caricatura de 2011

Crônica diária

 Carros elétricos

Você ainda vai ter um. Parece coisa de ficção. Meu pai andou a gasogênio, logo depois da guerra. Eu usei gasolina, diesel e álcool. Usei também os híbridos de álcool e gasolina. Pois bem, li nos jornais, esta semana, que a Volvo, controlada pelos Chineses, esta prometendo para 2019 toda sua produção com motores elétricos. 2019 esta logo aí. No início haverão três modelos: o elétrico puro, o híbrido elétrico que recarrega na tomada e tem um motor convencional, e para carros leves um elétrico com bateria e motor convencional. Para que não duvidem, ela já vendeu mais de 200 mil na China, e mais de 100 mil na Europa. Preparem-se para ter um carro elétrico. Parece um sonho ter vivido nestes tempos de gigantescas transições. 

12.7.17

Montanha em Ribeirão Preto

Recebi esta imagem de Ribeirão Preto, onde mora minha filha Sandra, e que faz aniversário no próximo dia 14. A Montanha nº 6 já esta em sua sala. Ao fundo a tela acrílica " O beijo"de minha autoria, baseada em foto (autor desconhecido).

Crônica diária



Coluna semafórica

E durma-se com um barulho desses...
As meninas locutoras da CBN estão exagerando. Tem uma delas, que cuida das notícias do trânsito que veio com essa, em dois momentos distintos da programação. Portanto, não foi um deslize. É praxe. Chamar os postes que sustentam os semáforos de "colunas semafóricas" é demais. Farol de trânsito era o nome usado em São Paulo. Em outros estados como no Rio era "sinaleira". Mas os postes sempre foram postes. Agora são denominados por essa moça de "Coluna semafórica", e estamos conversados.

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(Vi Leardi )

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