31.5.17

ALVARO ABREU e suas colheres de bambu


As duas colheres do Álvaro Abreu ganharam iluminação noturna.

Crônica diária

Nem Cuba, nem Venezuela

Tenho recebido comentários de leitores alarmados para a comunização do país. Alegam que vamos nos tornar uma Cuba ou Venezuela. Quero acalma-los. O Brasil nunca será nem uma Cuba nem uma Venezuela. Por inúmeras razões, entre elas por sua imensa dimensão territorial. Mas há muitas outras que não cabem discuti-las aqui. O certo é que o mundo tem mudado a uma velocidade espantosa. As ideologias também. Tenho amigos nos Estado Unidos que chamam o Obama de comunista. Que defendem, sem gostar, é verdade, o Trump e sua política republicana. A Europa já passou, quase toda, por experiências socialistas e não sucumbiu. O perigo lá, agora, é a volta da direita radical. E sempre foi assim. Depois de um extremo, o perigo é o outro. Nós já tivemos a beira do comunismo em 1964. Depois, vinte anos de ditadura militar. E estamos pagando alguns pecados cometidos por eles até hoje. O fim dos partidos e cassação da maioria dos políticos da época, deu no que deu. Depois tivemos uma desastrosa experiência com o PT, Lula e cia. Agora é hora de seguir em frente. Nada será como antes, parodiando uma velha canção. O que não podemos permitir é a volta ao passado. Nada de regime militar, muito menos de Lula outra vez. A justiça tem que cumprir seu papel. Lula tem que ser preso como foram e continuarão sendo seus liderados, corruptos e corruptores. A Lava Jato tem muito serviço a ser prestado ainda. E o país sairá dessa crise, a maior de sua história, amadurecido, e no rumo certo. Na economia: crescimento. No social pleno emprego, educação e saúde. Na política uma reforma completa. No máximo meia dúzia de partidos, sem foro privilegiado, voto distrital, sem financiamento das empresas para campanha, e cadeia para quem fizer caixa 2, na política e fora dela. ( Aviso aos navegantes: vai ser bom negócio construir cadeia).

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Myra Landau
Myra Landau titulo e tao bom qto o resto...estou lendo e gostando :):):)
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Myra Landau
para mim
a rose is a rose is a rose ....ela era realmente fantástica....sabe estou gostando muito de teu diabo e deste teu anjo...acho que eu tenho um diabo tbem, ( pelo menos o titulo do livro que escrevi, nao sei se leu , VADE RETRO DIABO DE VIDA) ele e mais forte que o meu anjo...este acho que desapareceu...gosto cada vez masi como escreve, curto, incisivo, forte, sempre autoironico e irônico, diz verdades... mas estou lendo muito devagar porque não sei muito de política no Brasil! alias acho que esta muito ruim a politica politiqueria, politicantes por todos os paises..
.estou te mandando uma CURVA :):):
 e um gde beijo
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Álvaro Abreu

Só hoje vi os resultados de sua visita ao mundo do bambu. Duvido que alguém faça descrição mais apurada do que está disponível aos olhos naquele lugar. As fotos da Paula comprovam que o passeio à Casa do Japão é programa obrigatório. 
Parabéns ao casal.

Abraço.
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30.5.17

Japan House 2/2

 O autor do blog em foto de Paula Canto










Uma colher de bambu lembra o trabalho de Álvaro Abreu
Ontem a crônica da mais detalhes sobre essas imagens

Crônica diária



Odeio bares temáticos

"Harry odiava pubs temáticos". Assim inicia o quinto capítulo do livro "A Estrela do Diabo" de Jo Nasbo. "Pubs irlandeses, pubs de topless, pubs de novidades ou - os piores de todos - pubs de celebridades com os retratos dos frequentadores notáveis nas paredes". Eu também. Odeio bares temáticos. Cantinas com camisas de jogadores de futebol, encardidas de poeira, penduradas no teto. 

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myra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Japan House 1/2":

incrível as coisas objetos escultura etc. como gostaria de poder ter estado ali!!!! e ver de bem perto tudo! admirável!que bom que voce colocou estas imagens!

Postado por myra no blog . em segunda-feira, 29 de maio de 2017 03:47:00 BRT 

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 Oi Eduardo,
quanto tempo não venho por aqui,rs... adorei sua postagem da Japan House, ainda nao tive tempo e pique pra visitar,quem sabe nas férias escolares, fiquei curiosa. Estava querendo ir no show de inauguração no Ibirapuera com show de Ryuichi Sakamoto mas infelizmente não pude ir. Realmente o bambu é onipresente na cultura japonesa, começando na culinária o broto de bambu (takenoko) é um ingrediente bastante nutritivo e suas folhas também servem para decorar os famosos (obentôs/marmitinhas japonesas). Infelizmente por aqui não é muito consumido?
bjs
Madoka 
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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Japan House":

Uma descrição fantástica, Eduardo !
Tenho pena que essa casa não esteja também em Portugal, afinal o extremo ocidental da Europa que faz a ponte para outro continente.

Postado por João Menéres no blog O ÚLTIMO BLOG em 29 de maio de 2017 09:25 

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 Ana Maria FC de Almeida Prado deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Japan House 1/2":

Espetacular ! Amei as suas fotos e a sua explanação . Vou ver na minha próxima ida à Sampa . Valeu super ! Obrigada .

Postado por Ana Maria FC de Almeida Prado no blog . em segunda-feira, 29 de maio de 2017 12:02:00 BRT 

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29.5.17

Japan House 1/2












Paula Canto e uma das guias da Japan House. Saiba mais sobre essas imagens do JAPAN HOUSE lendo a Crônica abaixo. Amanhã segunda postagem com imagens dessa mostra.

Crônica diária


Japan House

Dia seis de maio passado foi inaugurada na Avenida Paulista, 52 o centro cultural que se propõe mostrar a face contemporânea da arte, do design, da gastronomia, da tecnologia e dos negócios do Japão. Dezoito dias depois fui conhecer. O ambicioso projeto do governo japonês, com investimento total de 100 milhões de reais, faz parte de uma iniciativa global que contará com filiais também em cidades como Londres e Los Angeles. Pioneira, a unidade paulistana levou um ano para ser erguida. O desenho do prédio assinado pelo renomado arquiteto Kengo Kuma, conta com uma fachada de madeira. As ripas foram encaixadas no estilo dos templos budistas e estão ao lado de um paredão inspirado no cobogó brasileiro. “A Japan House é a ponte entre o Brasil e o Japão”, explica a presidente da instituição, Angela Hirata. Nos 2 500 metros quadrados do prédio de três andares, há espaços expositivos para mostras de arte, biblioteca, lojas, restaurante, cafeteria, auditório, salas para reuniões comerciais e workshops de assuntos diversos relacionados à nação asiática, de medicina a sustentabilidade. Para desconstruir qualquer traço da imagem caricata que se tem do país, o espaço minimalista da Japan House foca cores em tons pastel. Também não há paredes fixas: telas feitas de papel artesanal, o washi, se movem em diversas direções para criar ambientes conforme a necessidade. Até mesmo no banheiro o público terá uma experiência bem fora do comum. Foram equipados com produtos futuristas com vasos sanitários com assento aquecido e várioas modalidades de chuveirinho. Para garantir que o chamado wa, o espírito japonês, esteja presente em todos os detalhes, uma equipe de 22 funcionários da casa passou por um treinamento de omotenashi, a hospitalidade. O japonês é cortês, acolhedor e muito preocupado com o bem-estar. Todos sorriem e falam baixinho. Eu quase não conseguia ouvi-los.

A mostra Bambu — Histórias de um Japão, é a inaugural. Cerca de cinquenta peças feitas com a planta. Há pelo menos 6 000 usos catalogados para o material, desde instrumentos de caça até utensílios para lavar arroz. Ele é um elemento articulador para abordar assuntos como artes marciais, literatura, vida agrícola e gastronomia.

Três artistas cruzaram o mundo para construir obras de grande escala por aqui. Akio Hizume criou uma fórmula baseada na sequência de Fibonacci, matemático italiano da Idade Média, para que sua instalação de 600 estacas e doze faces se firmasse sem nenhuma amarração. A obra estará em exposição na área externa.

Na quarta geração de uma família de artesãos, Chikuunsai IV Tanabe fez uma espécie de árvore retorcida de 3 metros de altura sem usar nenhum prego nem cola. Já Shigeo Kawashima desenvolveu um método único para manusear ripas de bambu. Ele passou dez dias na capital para erguer sua instalação, confeccionada com trinta troncos de 3,5 metros cada um.

No setor de consumo, entre as lojinhas estão a Madoh, especializada em ingredientes regionais, e a Furoshiki, batizada em homenagem ao lenço japonês que pode ser amarrado em formato de bolsas e embalagens. A imersão na cultura japonesa fica mais completa com o restaurante.

O chef Jun Sakamoto comanda a cozinha. O destaques são os teishokus, refeições completas servidas em bandejas. A versão de tonkatsu, o lombo de porco empanado, inclui conservas, guioza e missoshiro, por 70 reais.

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João Menéres disse...
O óleo do Eduardo é estupendo e a concepção da foto pele Paulinha é formidável !
Parabéns aos dois !

domingo, 28 de maio de 2017 03:31:00 BRT
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28.5.17

Autor do blog, visto pela Paula Canto

O autor, um autorretrato em acrílica sobre óleo na foto de Paula Canto

Crônica diária

Acompanhando os fatos

Para entender o Brasil é preciso um pouco de cinismo, tolerância e imaginação.
Aqui nada é muito lógico. Pelo contrário. É um país de malucos.
Os políticos que deveriam representar seus eleitores, não dão a mínima para o que pensam e exigem nas ruas. Eles que deveriam estar no Congresso cuidando do país, e só agem em causa própria. Não é força de expressão. É literalmente assim. Pensam neles, em suas famílias e nos interesses  dos financiadores de suas campanhas. Buscam os cargos eletivos como forma de se protegerem. Para usufruírem do fórum privilegiado.
No Brasil a política sempre foi assim. Mas piorou muito nos últimos vinte anos. Em tudo. Na falta de caráter, moral, e vergonha na cara. Refiro-me aos políticos e corruptores. E há corrompidos no judiciário, no executivo e em quase a totalidade do Congresso. O que não havia até pouco tempo era a noção do montante dessa corrupção. Um triplex no Guarujá, ou um sítio em Atibaia, são modestíssimos mimos e gratificações. Contas na Suíça e paraísos fiscais, com contas bilhardárias , além de malas e mochilas de dinheiro sendo descaradamente transportadas depois de três anos de Lava Jato, mostra o descaramento, e a certeza da impunidade neste país. O transporte até pouco tempo era na cueca. Agora são malas e "mulas". O dinheiro não é de quem transporta, geralmente. Mas as vezes é também. Perdeu-se o pudor, apesar do mau cheiro. Não será um laudo, seja ele qual for, da Polícia Federal, sobre uma fita gravada, que irá determinar o maior ou menor envolvimento do Presidente da República. Os fatos delatados pelo "fanfarrão" irmão Batista, e a confirmação do Temer, de que houve sim o encontro, e a conversa, sacramentam sua inabilitação para o cargo. A renúncia seria o caminho mais rápido se vergonha na cara houvesse. Mas o temor de enfrentar o juiz Sérgio Moro, é muito maior.
Negociasse uma saída honrosa para quem pecou por falta de honra.
Mas no Brasil as coisas são resolvidas assim. Todos os envolvidos nas possíveis soluções estão com rabo preso.
A nós brasileiros e eleitores só nos cabe aguardar o que eles vão decidir. Só peço que decidam logo. O Brasil tem pressa.

27.5.17

MYRA LANDAU



Mexicaanse Ambassade

10 jun 2017 t/m 5 jul 2017
  • Klinkenberggalerie I
  • Klinkenberggalerie II
Opening zaterdag 10 juni om 16.00 uur
Mexican rhythms in The Hague
Through their artwork, artists Nancy van Overveldt (1930 – 2015) and Myra Landau (1926) coincide for the first time in The Netherlands, at Pulchri Studio, The Hague, thousands of miles away from Mexico City, where both lived and worked for many years, and where they received the influence of Mexico’s artistic life.
Both artists form a bridge between Mexico and the Netherlands. Nancy van Overveldt, originally Dutch, and born in The Hague, moved to Mexico in 1951 where she developed her own style influenced by the great muralists and Mexican artists of that time. Mexico’s brilliant light and huge dimensions, where people live amidst the interplay of cosmic forces, can be found in Van Overveldt’s paintings. She shows naive realism in her compositions of impressionistic figures, captured in Mexican celebration scenes.
Myra Landau, originally Romenian-Brazilian, currently living in Alkmaar, was married with Miguel Salas Anzures, head of the department of fine arts of the Instituto Nacional de Bellas Artes (INBA) in Mexico City. There she first dedicated herself to etching and abstract painting. In 1965 she found new inspiration in lines drawn in the sand of a Mexican beach. It was the start of a long series of paintings, all of them called Ritmo. Landau is an early representative of Mexican abstract art, as well as the first artist to paint on raw linen.
Landau is an early representative of Mexican abstract art, as well as the first artist to paint on raw linen.

Crônica diária

Jo Nesbo, O Morcego

Harry Hole é um inspetor criado pelo escritor norueguês Jo Nesbo, e seu primeiro caso é narrado nesse eletrizante romance policial. Já fiz comentários sobre outros dois livros do mesmo autor. "Boneco de Neve", e "O Fantasma", recentemente. Podem colocar em suas listas de boas e divertidas leituras "O Morcego". Aqui o personagem é enviado pela polícia de Oslo, onde mora para acompanhar um caso de estupro e morte de uma linda norueguesa em Sidney, na Austrália. Quem conhece a cidade vai adorar. Quem não conhece, passará a conhecer um pouco dos hábitos e costumes, lendas e tradições dos habitantes desse povo. A trama, como sempre, é surpreendente e muito bem elaborada.

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma decisão bem lógica a do anão que se decidiu pela Lurdinha.
E o noivo da Gracinha desistiu de casar e de viver.
Para ele, Rua das Noivas jamais !
Nem qualquer outra rua em Brasília ou noutra qualquer cidade.

NOTA : Fui rindo a cada linha que lia e bem desperto pelo sucessivo suspense que me aguardava na seguinte.
Uma história trágico-cómica muito boa !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 26 de maio de 2017 04:41:00 BRT 

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26.5.17

Colheres de bambu do ÀLVARO ABREU

 Agora são minhas essas duas COLHERES DE BAMBU do ALVARO ABREU
Outro detalhe sobre mesa de vidro
Vista geral da sala onde estarão expostas as duas COLHERES DE BAMBU

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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