15.5.17

Crônica diária

Rubem Fonseca, ao lado do bandido

Há cinco dias escrevi sobre o grande contista brasileiro Rubem Fonseca. Com suas narrativas velozes e sofisticadamente cosmopolitas, cheias de violência, erotismo, irreverência e construídas em estilo contido, elíptico, cinematográfico, reinventou entre nós uma literatura noir, ao mesmo tempo clássica e pop, brutalista e sutil. Seus romances e contos diferem em sua maioria de todos os outros, ditos escritores policiais, por situar seus personagens do lado delituoso da história. Fiz esse comentário com meu amigo Álvaro Abreu, que lembrou de Arsène Lupin. Com a diferença que Arsène era um bandido charmoso, elegante, e cínico. Os personagens do Rubem são pé rapados, e desprovidos de qualquer charme. Pessoas comuns que matam e nunca são investigados ou presos pela polícia. Aliás, nos romances e contos do Rubem não aparece muito polícia, detetive ou delegado. Em alguns é advogado, defendendo mulheres indefesas, e pequenos infratores. Da sempre a impressão de que o crime compensa. Apesar disso, seus personagens tem princípios, razões e certo tipo de moral. Por exemplo: não matam mulher, criança e anão.

Um comentário:

João Menéres disse...

A Crónica de hoje me entusiasmou muito, Eduardo !
O amigo é um escritor cujo estilo me agrada sobremaneira !
Obrigado, pois !

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