30.11.17

´GERO

 Salgadinho de aperitivo de abobrinha frita.
Tradicional ravióli de espinafre coberto de queijo ralado. Conheça outras delícias no blog: BLOGOSTO

Crônica diária

Doris Lessing - "As avós"

"As avós" escrito ao lado esquerdo no canto inferior da capa, em tipos suaves e pequenos, menores do que o nome da editora, no canto esquerdo superior, parecia desproporcional não fossem as letras garrafais do nome da autora DORIS LESSING. Tudo isso sobre uma imagem em preto e branco de duas mulheres, da cintura para baixo,  com os pés nus sobre o assento de uma cadeira. Isso foi tudo que vi quando o Lúcio Zaccara, da livraria que leva seu nome, há 38 anos, colocou-me nas mãos. Leia que é muito bom. Ele não sabia o que eu pensava, e pior, escrevia, contra a literatura feita por mulheres. Paguei com a língua, neste caso. Que maravilha de livro. Como escreve bem essa senhora. Que história interessante. E bem contada. Doris nasceu em 1919 e morreu em 2013 em Londres onde morou a vida toda. No ano de 2007 foi o Nobel de Literatura. Que bom, comecei a ler "As avós" antes dos dois outros livros recomendados pelo Lúcio. E neste ele acertou em cheio. Um livro inesquecível.

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Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 28 de novembro de 2017 12:08:00 BRST
Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "São João da Boa Vista":

Upsss esta passou-me e não devia ter passado.
Parabéns amigo Eduardo! A sua incursão na escrita está valendo! Acho até que novas distinções se seguirão.
Enquanto leitor e seu amigo, fico muito feliz por si.
Forte abraço.
Gaspar de Jesus 
 

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29.11.17

Rogério Guimarães e o TEXTÍCULOS

Rogério Guimarães, o autor do blog, e o livro TEXTÍCULOS, Pequenos textos

Crônica diária

Privacidade

Quando será que tivemos alguma? Ou as ultimas? Nos anos 50, 60 do século passado? Nos tempos em que George Orwell escreveu, num ato de premonição, seu 1984? Eu lembro perfeitamente desse tempo. Meus filhos já nasceram em outras épocas, e meus netos não saberão o significado dessa palavra "privacidade". Estamos expostos 24 horas por dia. Filmados em cada esquina, cada loja, o tempo todo. Acabo de ter meu cartão de crédito recusado pelo emissor, causando os inconvenientes respectivos. Segundo a operadora, "para minha segurança". No exato momento que a caixa da loja recebia a recusa, o meu celular recebe uma mensagem confirmando que o pagamento foi negado. Cinco minutos depois recebo uma chamada da operadora do cartão questionando se eu o havia perdido, ou sido roubado. Digo que não, e quem fez as duas tentativas de pagamento fui eu mesmo. Lamentei o bloqueio. Alegaram minha segurança. Um programa para bloquear valores discrepantes. Esse, realmente, não era corriqueiro. As máquinas não falham. E hoje somos absolutamente controlados e subjugados a elas. Eu quero minha privacidade de volta.
Nota: Eu estava na Quitanda, e não num Motel. 

28.11.17

Montanha nº 36

Montanha com uma árvore e um caracol sobre uma pedra. Nov 2017

Crônica diária

 Nanocrônica III

Fotografei a Lara de três anos no colo do Papai Noel. Depois ela me perguntou: "Papai Noel voa?" Eu menti.

(Avô mentiroso)

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "São João da Boa Vista":

Parabéns Eduardo!! Que dia especial receber um prêmio e ter seu conto lido pelo Presidente da Academia!
Ótimas as fotos da Paula!
Beijos!

Postado por sonia a. mascaro no blog . em segunda-feira, 27 de novembro de 2017 16:38:00 BRST

 





Vamos participar




DIA DE DOAR: 28 DE NOVEMBRO!!

Estamos participando da campanha Dia de Doar, também conhecida como Giving Tuesday,
a ação vem na sequência das festividades do Dia de Ação de Graças.

Quem doa transforma!

A Arte transforma e leva desenvolvimento e inclusão para pessoas e comunidades!

Clique aqui e doe!

Participe, propague esta ideia.
Ajude-nos na missão de promover cursos e oficinas gratuitos,
além de impulsionar e valorizar o trabalho dos artistas de São Paulo... 

A campanha, presente em vários países do mundo, promove a cultura da doação
em uma mobilização nacional entre organizações e sociedade civil.
A Fundação Stickel apoia esta ideia!

#DiadeDoar #FundaçãoStickel #ArteTransforma #doação #solidariedade #inclusãosocial #terceirosetor #Brasil #givingtuesday

MUITO OBRIGADO!!


Fernando Diederichsen Stickel
Diretor Presidente
Fundação Stickel
tel  +55 (0)11 3083-2811
fax +55 (0)11 3083-7571

27.11.17

São João da Boa Vista


 Marina Cardoso e o autor do blog, na frente da Academia De Letras de S. J. da Boa Vista. Foto Paula Canto
 A patrona do evento Celina Maria Bastos Varzim, o premiado e Lauro Augusto Bittencourt Borges, acadêmico e 1º Tesoureiro da Academia.
 O premiado cumprimentando o Presidente da Academia, Antônio Carlos Rodrigues Lorette
Foi lá que aconteceu, sábado passado, a entrega dos prêmios do XXV Concurso Literário Poesia & Prosa de sua Academia de Letras. Como fui o segundo classificado na categoria prosa para autores acima de sessenta anos, fiz os duzentos e cinquenta quilômetros que separa São Paulo de S J da Boa Vista para receber o certificado e dois exemplares da Antologia do Concurso. Meu conto premiado foi "Dias Cinzas", publicado aqui no FB dia 19 de junho de 2015. Convidei a escritora Marina Cardoso para nos acompanhar, uma vez que ela também foi agraciada com o terceiro lugar na mesma categoria. Paula minha mulher foi com o GPS nos guiando e responsável pela cobertura fotográfica. Iniciada a sessão pelo Presidente da Academia, Antônio Carlos Rodrigues Lorette, fui alegremente surpreendido com a leitura no meu conto. O único lido durante a sessão. Fiquei muito honrado. Um bonito trabalho de incentivo à literatura e ao hábito da leitura. Parabéns aos acadêmicos de São João da Boa Vista.

Crônica diária

Nanocrônica  II

Contra o Lula, até piadas de mau gosto como Bolsonaro e Huck estão valendo. Que horror.
(Um eleitor desanimado)

26.11.17

Moça reclinada em cor bronze

 Moça reclinada, com nova pintura, imitando bronze.
Marcelo Rocca fazendo o restauro e pinturas novas na "Moça reclinada". Nov 2017

Crônica diária

Sonho estranhíssimo

Sonho não tem muita continuidade, como são chamadas as cenas de cinema. E esse meu foi incrível. Estranhíssimo. Pedi uma carona no banco de trás de um automóvel. O motorista, um senhor, foi logo abordado por um policial que solicitou seu nome. Pediu que desse marcha ré, o que o motorista atendeu prontamente. Em seguida entraram no carro mais três pessoas, todas no banco traseiro, inclusive com um cachorro enorme. O cachorro logo veio me incomodar. Defendi-me dizendo: "Não gosto de cachorro." E seguimos viagem. Quando chegamos ao destino, que parecia ser uma rodoviária pequena, suja, e movimentada ao sair do carro um indivíduo corpulento, aparentando uns quarenta anos, olhos claros, quase amarelo, me segura pela camisa e me mostra uma faca de cozinha. Eu sem saber se estava sendo ameaçado ou o que, logo recebi dele o pedido: "Me mate". E passou a faca para mim. Atônito, e sem saber o que fazer, entreguei a faca para uma pessoa que estava ao nosso lado e tentei convencer o indivíduo que a vida era bela e valia a pena. Ele relutou em aceitar minhas ponderações, e disse que era "banqueiro e trabalhava em casa". Enquanto tudo isso acontecia, minha preocupação era com o carro e motorista da carona que se preparava para partir, e minha pasta com dinheiro e todos meus documentos tinham ficado no automóvel. O "suicida" continuava se recusando a me soltar. O carro e motorista com minha pasta sumiram. Daí para frente a falta da minha pasta passou a ser o foco do pesadelo. Finalmente acordo. Segunda feira dia 13 de novembro.

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O conto é lindo! Parabéns Edu pelo merecido prêmio! E que venham muitos, contos e prêmios!
bjs

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sábado, 25 de novembro de 2017 10:47:00 BRST 
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Li Ferreira Nhan




para mim

25.11.17

MONTANHA nº 30

Montanha nº 30 - Por do sol

Crônica diária

Mais um prêmio

Hoje as 17 horas estarei em São João da Boa Vista participando da premiação do XXV Concurso de Prosa e Poesia dessa cidade. Fiquei em segundo lugar com o texto "Dias cinzas". Quando dei essa notícia aqui, meses atrás, alguns leitores pediram-me para publica-lo. Como o conto deveria ser inédito, temi faze-lo antes de receber o prêmio. Hoje faço, entretanto, liberando da leitura os que não gostam de textos longos. Estão dispensados.

Dias cinzas
A noite foi de muito calor e pernilongos. Pessimamente dormida. Quando o dia clareou não tinha a luz habitual de manhãs de sol. Estava nublado e escuro. Levantou e nem abriu a veneziana como fazia de costume. Beirava sessenta e oito anos, viúvo há dois, e nos últimos meses andava muito deprimido. Arrastou-se com os olhos semicerrados até o banheiro, urinou como sempre, escovou os dentes, sem olhar para o espelho, e volto para o quarto. Colocou a roupa de trabalho e chamou o elevador. O mostrador indicava que vinha descendo, mas passou sem parar no seu andar. Definitivamente aquele não era seu dia. Voltou a apertar o botão do elevador e quando ele chegou entrou com o pé direito. Notou algo estranho no olhar, e no bom dia, do seu João da portaria. Passou a mão no rosto e percebeu que não havia feito a barba nem penteado o cabelo. Respondeu cabisbaixo: "Estou atrasado". Na calçada, a caminho do ponto de ônibus, pisou num coco de cachorro. Foi raspando o pé melecado por uns bons passos, enquanto praguejava contra a raça humana, como um todo. O mundo conspirava contra ele. Não havia chegado ao ponto quando, com um gesto que lhe era habitual, passou a mão no bolso traseiro da calça, e percebeu que havia esquecido a carteira. Não havia alternativa. Voltou, ainda raspando a sola do sapato. Passou pelo seu João dizendo: "Esqueci a carteira". Essas teriam sido suas ultimas palavras. Abriu a porta do apartamento de dois cômodos. Trancou a porta como quem não pretendia mais sair de casa aquele dia. Foi para o quarto, e ao invés de pegar a carteira que estava no criado mudo, abriu a gaveta. O trinta e oito, cano curto, marca Taurus estava lá como nos últimos trinta e tantos anos. As balas no tambor, como no dia que comprou a arma de um companheiro de oficina. Pegou o revolver, abriu a boca e puxou o gatilho mirando para o céu. Estalo seco. Tirou espantado o cano da boca. Abriu o tambor da arma, conferiu os projéteis. Estavam todos lá. A umidade e os trinta anos danificaram a espoleta. Caiu de joelhos num choro profundo e desesperado. Um tempo depois, ainda soluçando olhou a claridade que entrava pela veneziana fechada. Foi até a janela, abriu, e um sol lindo da manhã invadiu seu quarto, batendo de frente com seu rosto molhado de lágrimas. Foi ao banheiro, fez a barba, penteou os cabelos grisalhos, pegou a carteira, trocou de sapato, e o elevador ainda estava no seu andar. Ao sair na rua ouve uma buzina e reconhece um colega de trabalho que lhe cumprimenta e oferece carona. Ao entrar no carro do amigo, fala com convicção: "Sou um homem de sorte, iria chegar atrasado".

24.11.17

Minha lareira e três montanhas

MONTANHA nº 31
 MONTANHA nº 33 e nº 31
MONTANHA nº 33, nº 32 e nº31

Crônica diária



William Waack, mais uma vítima

Uma frase infeliz, gravada fora do ar, tem uma repercussão e consequência desproporcional ao talento, cultura, e passado desse profissional ético, honrado e isento que sempre foi William Waack. Uma semana antes de circular pela internet o mal fadado vídeo, comentei com minha mulher, que era ele, sem sombra de dúvida, o mais preparado jornalista brasileiro. Estamos vivendo tempos esquisitos, para dizer o mínimo. Em nome do "politicamente correto" estamos execrando personalidades, no mundo todo, e por razões as mais diversas. Caso tenham cometido algum deslize, em algum tempo da vida, não merecem esse linchamento público. Concordo com o Augusto Nunes quando se refere ao colega William Waack: "As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo. Mas vão quebrar a cara". E eu torço por isso, ardentemente. Abaixo o "politicamente correto", abaixo a hipocrisia, abaixo o cinismo.

23.11.17

GUNNERA - Foto de 2004

Uma folha de Gunnera na Serra do Corvo Branco, SC. Aloisio de Almeida Prado e o autor do blog. Foto de Ana Maria de Almeida Prado

Crônica diária

Pérola na gravata

Naquele tempo se usava. Meu avô imigrante italiano, que de uma pobreza extrema, com muito trabalho, ficou rico,  dizia em tom de zombaria que os brasileiros usavam pérola na gravata, mas andavam descalços. Com isso queria dizer que nosso povo, sem nenhum lastro econômico, precisava  demonstrar riqueza. Tenho lembrado do meu avô toda vez que cruzo a Rua Venezuela com a Avenida Brasil. No sinal de transito entre outros vendedores de raquetes elétricas contra pernilongo, bolas com as cores dos times, animais de pelúcia com camisa do Corinthians e do Palmeiras, cabos para celulares, há um que, diferentemente dos outros, vende pastilhas por R$ 2,00, colocando as caixinhas sobre o espelho da porta do carro. Traja um blazer azul marinho escuro, com botões dourados, camisa branca bem passada, e gravata em dois tons de azul, calça preta e sandália de dedo havaianas. Muito elegante se não fosse as sandálias. E corre para recolher os saquinhos quando o sinal abre. Meu avô estava certo. E olha que já faz tempo. 

Comentários que valem um post

sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Duas épocas´":

Duas épocas e cada vez mais lindo o seu verdejante jardim!
Beijos!


Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 21 de novembro de 2017 20:37:00 BRST 
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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Moça reclinada":

Eduardo, fico admirada pela criatividade das suas esculturas!
Certamente "Moça reclinada" vai nos encantar mais ainda, depois dos restauros.

E seu jardim continua lindo!

Bjs.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em quarta-feira, 22 de novembro de 2017 19:29:00 BRST

sonia a. mascaro através de blogger.bounces.google.com 




para mim

22.11.17

Moça reclinada

A "Moça reclinada" passando por restauros. Nov 2017

Crônica diária

Assédio sexual

Já escrevi sobre os sapatos masculinos e femininos. Eles são claramente uma rica fonte de informação sobre o usuário. Não sei se nos cursos preparatórios para analistas e psicólogos esse tema é tratado. Mas é de suma importância. Hoje descobri que os pés de poltronas e sofás também são ricas fontes. O descuido mora no detalhe. E o detalhe faz a diferença. Não há um bom sofá ou poltrona, que tenha boas almofadas, molas ou tecido e couro de qualidade, gostoso de sentar, sem bons pés. Mas o assunto que me preocupando é essa onda absurda que se criou sobre o assédio sexual. Gente sendo punida por ter colocado a mão no joelho de alguém, cinquenta anos atrás. Naquele tempo isso era galanteio, e consensualmente permitido. E ai de quem não colocasse. Seria taxado de viado. Agora virou crime. Eu que gosto de "pé de moça", só de olhar, poderei ser incriminado por assédio. É um verdadeiro absurdo. Quem anda espalhando essas pragas usa sapatão. Mais uma vez o detalhe diz tudo.

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PARA NÃO PASSAR EM BRANCO":

PARABÉNS VARAL DE IDÉIAS!!
PARABÉNS EDUARDO!!

Que Maravilha publicar postagens diárias por 11 anos!
Uma raridade na blogosfera!
É sempre um prazer visitar o VARAL DE IDÉIAS!
Beijos,
Sonia.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 21 de novembro de 2017 12:17:00 BRST 

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Minha lareira do atelier de pintura.":

Seu atelier de pintura está lindo, Eduardo, repleto de belas e expressivas montanhas coloridas!
Parabéns pela sua arte tão criativa!
Beijos.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 21 de novembro de 2017 12:23:00 BRST 
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sonia a. mascaro através de blogger.bounces.google.com 




para mim




21.11.17

Minha lareira do atelier de pintura.

Repleta de montanhas - Nov 2017

Crônica diária

Litania do PT e das esquerdas

Uma litania ou ladainha é uma forma de oração utilizada no culto cristão que consiste em uma série de preces organizada em curtas invocações alternadamente entre um solista e a assembleia produzindo um efeito encantatório. Fora Temer, Golpistas, Unidos jamais seremos vencidos, e palavras de ordem como essas são litanias na boca da esquerda, e do PT. Nem originais são. No mundo todo as esquerdas tem essa mesma ladainha. Repetem como mantra. Acabam se auto convencendo. Só não convencem mais ninguém.

20.11.17

Gaspar de Jesus

Ganhei de presente do fotógrafo Gaspar de Jesus em meu aniversário dia 15 de novembro passado. Um VARAL de Museu.

Crônica diária

Vaso trincado

Diz a lenda que vaso trincado não tem conserto. O nosso país trincou ao meio. O povo nunca esteve tão dividido. Pelo menos ideologicamente. E depois de quatorze anos de governos de esquerda com o PT aparelhando o Estado, não será tarefa simples recoloca-lo nos eixos. A cultura que se criou de que todo mundo tem direitos a reclamar, leva a equívocos inimagináveis. Órgão do Ministério da Educação tentando impor censura a textos de redação nas provas do Enem, são exemplos claros dessa intolerância. A pretexto de defender "direitos humanos" queria conferir aos professores o poder de dar zero ao aluno que, ele professor, entendesse ter desrespeitado algum direito. A fora a subjetividade dessa análise, o aluno tem todo o direito de discordar da opinião e ideologia do professor. Uma prova de redação não deve policiar o conteúdo, mas unicamente a boa forma. Do contrário estaria exercendo censura e não ensinando o aluno a escrever. Providencialmente a Ministra Carmem Lúcia vetou no STF essa pretensão absurda. Mas o simples fato de atos como esse, que nem deveriam estar ocorrendo, acabar no Supremo, demonstram que alguma coisa não vai bem no sistema. As patrulhas nos museus é outro sintoma do mesmo problema. Liberdade é um vaso muito frágil e especialíssimo numa democracia. É preciso não trinca-lo. Hoje é dia da "consciência negra" e feriado em alguns estados, como Rio e São Paulo. E o dia da consciência amarela, branca e etc? Isso é descriminação.

19.11.17

PARA NÃO PASSAR EM BRANCO

Em 19 de novembro de 2009 publiquei esta foto e postagem do primeiro aniversário do VARAL em 2007. Hoje comemoro os seus 11 anos de postagens diárias e ininterruptas.Uma data e feito digno de comemoração. Ao contrário dos verdes anos ninguém mais visita, participa, comenta ou comemora estas postagens. O Varal virou um blog do autor. E só. O Jorge Pinheiro esqueceu, e o João Menéres esta de férias viajando. Como tudo na vida, os blogs também tem um início, seu apogeu, e um fim melancólico, quando não se tem a coragem de encerra-los no seu ápice, como fazia o meu saudoso amigo e mestre, falecido este ,Jacinto Gomes, a quem rendo nesta data, minhas mais efusivas homenagens. Por curiosidade vou dar uma ersoiada no contador de visitas...

Duas épocas´

Mesa e banco de pedra. Piacabra

Novembro de 2017

Crônica diária

 Ruy e o obituário

Ruy Castro escreveu que a primeira coisa que faz ao abrir um jornal é ler o obituário. Quer ter certeza de que seu nome não esta no box das quatro linhas grossas. Eu nunca leio. Conheço muito pouca gente que frequenta aquelas colunas do jornal. Lá só aparecem em destaque ricos ou famosos. Meus amigos fico sabendo da morte por e-mail ou telefone. E como teria dito, nunca sei se é verdade, o Tancredo Neves: "As pessoas morrem para você ingrato, para mim, continuam vivas aqui no coração". Outra a ele atribuída é quando um indivíduo o aborda na porta do elevador e diz: "Dr. Tancredo, minha mulher foi para a maternidade e me pegou meio desprevenido, o senhor não poderia me emprestar "algum"?" Ele responde: "Ora meu filho, você esta esperando essa criança há nove meses, e esta desprevenido, imagine eu que estou sabendo agora."

18.11.17

Maria de Fátima Santos

Costumo ser presenteado de quando em quando pela escritora e artista plástica Maria de Fátima Santos,  dos velhos tempos dos blogs. Neste 15 de novembro me ofereceu chá. Adorei.

Crônica diária

 Coisa pra bandido

Lendo os jornais e vendo e ouvindo as notícias políticas pela TV resolvi que não vou dar as costas, mas ficarei ao lado desse assunto. Da me engulhos de ver e ouvir essa gentalha que faz política no país. E refiro-me a todos os partidos. A todos os candidatos a candidatos. A todos os ministros. E de todos os três poderes. Vou cuidar de ler, escrever e fazer minhas montanhas. Sou mais um cidadão que sai desse sujo campo de batalha. Dei minha contribuição enquanto pensava ver uma saída para a crise moral, ética e cívica. Cansei. Não prometo que será para sempre, mas por ora basta. Vou cuidar das minhas aspidistras, e falar de coisas amenas e fúteis. Política no Brasil é coisa pra bandido. 

Crônica do Alvaro Abreu

Encasquetei com o futuro

Casquete é uma espécie de chapéu sem aba, utilizado por mulheres para adornar a cabeça. Imagino que homens também encontrem razões para colocar um casquete na cabeça e sair por aí se achando, como se diz. Na verdade, ontem, antes de dormir, tentando encontrar um tema para esta crônica, me dei conta que tinha encasquetado com um tema que, mesmo podendo gerar um texto que agradasse a leitores distraídos, com certeza me jogaria num cipoal de comentários azedos. Acabei por me lembrar de mamãe, que vivia dizendo que estava encasquetada com isso e aquilo. Podia ser uma vontade de ir dar uma volta em Marataízes, lembrar do nome de um colega de grupo escolar que gostava de carambola ou saber onde tinha guardado uma fotografia de vovó Neném.

Li, dia desses, que o governador do Estado, dizendo-se pau pra toda obra, também está se encasquetando com a ideia de entrar na corrida presidencial de 2018, nem que seja como ajudante de estúdio. Ele se sabe dono de um expressivo currículo de administrador público em tempos de governantes desgastados, demonstra capacidade de articulação política em ambientes complexos, circula com desenvoltura entre empresários robustos, tem prática de se mover entre partidos e igrejasalém de outros diferenciais competitivos em cenários como o atual. Quando encasquetam com alguma coisa, os homens astutos e determinados podem surpreender.

Da minha parte, ando mesmo é encasquetado com o entendimento de que é indispensável fazer surgir, e com urgência, uma expressiva movimentação de pessoas do bem que resulte na instalação de uma gambiarra robusta, capaz de manter acesa uma lâmpada bem potente no fim do túnel em que estamos. Não é coisa fácil de acontecer em tempos de páginas de jornais repletas de notícias desanimadorasAs redes sociais bem que poderiam ser usadas para a circulação de idéias e propósitos mobilizadores se não estivessem abarrotadas de demonstrações de raivas, desapreço à razão e prepotências variadas. E, o que desanima ainda mais, com tendência a piorar bastante.

Vitória, 15 de novembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

17.11.17

Almoço na PIACABA

15 de novembro de 2017

Crônica diária

Criança é uma delícia

Silvia era solteira e beirando os 45 anos resolveu ficar grávida do namorado Sebastião. Ele desquitado era pai de uma garotinha de três anos chamada Lídia. Um pouco antes da gravidez ser confirmada o Sebastião conseguiu vender a casa onde morava. O casal resolveu alugar um apartamento e morar junto. Os oito meses de gravidez passaram rápidos por conta da reforma do apartamento. Encanadores, eletricistas, pedreiro, marceneiro, e pintores foram os personagens desse período. A Lídia que os pais chamavam de Lili passava os fim de semana com eles. Ela morava com a mãe. Aos cinco meses da gravidez da Silvia ela ficou sabendo que teria um irmãozinho. No princípio não deu muita bola, mas com o crescimento da barriga foi se afeiçoando com a ideia. Iria ter um irmão para brincar. Começou a ficar ansiosa, e sempre que estavam juntos colocava a cabeça junto da barriga da "tia" para sentir de perto o meio irmão. Um mês antes do parto a apartamento ficou pronto e o casal convidou as duas famílias para um lanche no final da tarde. O apartamento de dois quartos e sala lotou. O cômodo mais visitado e elogiado foi o quarto do bebê. Todo branco, com uma cama de solteiro, onde poderia dormir a Lili, um berço todo paramentado para receber o futuro irmão, uma confortável poltrona para a mãe ou o pai amamentarem o rebento, e uma cômoda/trocador com quatro gavetões, para as roupas e fraudas. Tudo lindo, diziam os parentes. A Lili e três outras crianças esparramadas pelo chão do quarto brincavam com bonecas e carrinhos. Foi quando chegou a prima da Silvia com seu bebê de um mês. Ao parar na porta do quarto foi recebida com uma súbita exclamação da Lili: NAASCCEEEUUUU ! Seguida de uma gargalhada dos adultos presentes. Sem entender o por que de tanta risada, Lili voltou sua atenção para o livro que estava colorindo. 

16.11.17

ASPIDISTRA NA CABEÇA

Trabalho de montagem de GUILHERME LUNARDELLI
Original enviado por Roberto Klotz

Crônica diária

 História do cárcere

Leio a notícia de que o médico Antonio Palocci acaba de diagnosticar o companheiro de presídio Marcelo Odebrecht. Conta Pallocci que cansou de estender a mão, e de tentar vários "bom dia"  sem resposta. Pallocci não tem dúvida. O empresário é autista.

15.11.17

Meus netos e o TEXTÍCULOS

Foto da mãe Sandra, Pedro e João com o livro Textículos

Crônica diária

Cabral, o delinquente


O juiz de primeira instância Marcelo Bretas, que aceitou o pedido da promotoria do Rio, para que o ex governador Sérgio Cabral fosse mandado para uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, estava coberto de razão. O ministro do STF, Gilmar Mendes, contraditou a ordem. Alegou que Cabral não representava perigo para a segurança nacional. Errou o ministro. Em poucos dias da notícia da instalação de um cinema no presídio, onde encontra-se preso o ex-governador, a polícia já sabe que o pastor, que atende os detentos nessa instituição, recebeu a incumbência de doar, com dinheiro de uma vaquinha entre os presos, os equipamentos para o cinema. O encontro do pastor com Cabral se deu na biblioteca da cadeia. Isso quer dizer que o Cabral continua delinquindo na prisão. Se consegue operar crimes, como oficializar uma falsa doação, para um órgão publico, o que não fará contra seus algozes? Ou a favor de escamotear provas de seus delitos. É chefe de quadrilha, perigoso e influente. Merece sim, estar numa prisão fora do Rio, longe de seus asseclas, distante de seus pombos correio, advogados e parentes. Segurança máxima, no caso do ex-governador, ainda não  é tão segura como deveria.

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"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

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..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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