22.8.17

Grapefruit

Uma das minhas paixões no café da manhã é a Grapefruit. Para tanto tenho uma faquinha especial. Ela tem lâmina dupla para separar os gomos e outra serrilhada curva para o fundo da laranja. Uma fruta e ferramenta muito sofisticada.

Crônica diária



Freud e Bacon

Lendo "A arte da rivalidade" de Sebastian Smee no capítulo que trata da dupla Bacon e Freud encontrei uma afirmativa que de a muito compartilho. Num retrato a semelhança com o retratado é absolutamente secundária. E para defender essa tese, diz com humor: "nunca se coloca o retratado pendurado ao lado do retrato". E é absoluta verdade. O bom retrato é aquele que além da eventual semelhança trás muitas outras informações embutidas. A tensão, a postura, a direção do olhar são, entre outros, elementos que acrescentam informações do retratado. E tudo isso visto e entendido sem o auxílio de um manual, ou considerações de um guia. Para ilustrar minhas palavras mostro dois retratos que considero fui feliz. Sobre o da minha mãe já escrevi que na época ninguém gostou. Vinte anos depois até meu pai, crítico absoluto de tudo que eu pintava, achou graça. Sobre o do Jorge Pinheiro não sei o que o próprio acha, mas considero um grande retrato.

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quatro gerações (2006)":

Linda tela Eduardo, que me encantou!
Me lembro muito bem dela também.
Mas só agora tive conhecimento que ao fundo estava o busto do seu pai.
Bjs.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em segunda-feira, 21 de agosto de 2017 14:54:00 BRT 

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21.8.17

Aquarelas


Crônica diária



O momento político 

O Leonardo, amigo de longa data e meu leitor diário cobrou-me algumas palavras sobre o momento político atual. Disse a ele que estava, propositadamente, evitando o assunto por total desesperança. O papel de quem escreve todos os dias é tentar compreender e difundir os fatos relevantes do nosso cotidiano. Infelizmente os últimos três meses foram tristíssimos para nossa vida política. A falência dos partidos e de seus representantes é clara e evidente. Eles não nos representam. O presidente, moralmente impedido de exercer o cargo de zelador de prédio, continua fazendo das tripas coração para continuar no poder. E o mais grave de tudo é  o número de pessoas que passaram a defender: "com ele é ruim, sem ele seria pior".  Inimaginável essa situação. Se alguma razão prática, ainda que imoral, houvesse, com a aprovação da reforma da previdência, tudo bem. Mas as reformas estão inviabilizadas. As medidas para não estourar as metas, metas constantemente modificadas, mostram a fragilidade do governo Temer. Ele continua usando os mesmos métodos de seus antecessores. Usa os cofres públicos em benefício próprio. O rombo é sempre repassado para o povo, que pagou, e continuará pagando o pato. A reforma política só privilegia os atuais caciques políticos.  Até quando? E o povo aceita mansamente todas essas panaceias. E por fim, falar de 2018 é ainda menos promissor. O STF esta prestes a confirmar que condenados em segunda instância não podem ser presos. Vale dizer, o Lula pode continuar fazendo sua triste, mas eficiente campanha. Seu oponente mais bem colocado nas pesquisas é o Bolsonaro, que não passa de um cacareco, de um tiririca, que no Brasil costuma emplacar pleitos eleitorais. Diante de um quadro desses, me pergunto, e ao Leonardo, não é melhor continuar falando de aspidistra, e fazendo montanhas?

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quatro gerações (2006)":

Lembro-me muito bem desta sua postagem de há quase dez anos !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 20 de agosto de 2017 05:05:00 BRT 

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20.8.17

Quatro gerações (2006)

Postado aqui no Varal em 30/12/2008, tela, acrílica, 100 x 0,80 cm de 2006, cujo título é "Quatro gerações". Ao fundo busto do meu pai.

Crônica diária



Tal pai, tal filho

Há cinco dias almoçamos num restaurante italiano na companhia de dois escultores, Dan Fialdini e Israel Kislansky, acompanhados pelo Fabrizio, filho do Dan. O assunto não poderia ter sido outro: escultura. Em mármore, e seus fornecedores de ferramenta em Carrara. Em argila, em cimento e em bronze. No final do almoço muitas críticas às dificuldades alfandegarias no Brasil. Histórias inacreditáveis de  morosidade na liberação de obras estrangeiras para serem expostas e retornarem ao país de origem. O custo para liberação de obras fundidas no exterior. Caixas de madeira com dezena de telas deixadas nos pátios, ao relento, e quando liberadas encharcadas de água de chuva. Coisas inacreditáveis. Motivo? Criar dificuldade para receber "facilidade", ou propina, como é chamada no mundo oficial. É preciso urgentemente uma operação Lava Jato nas alfândegas brasileiras. Antes de levantarmos solicitei ao garçom que tirasse uma foto do nosso encontro. Ao publica-la percebi que, espontaneamente, o Dan à direita e seu filho Fabrizio, sentado à esquerda, estavam com braços e mãos em idêntica posição. Tal pai, tal filho.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Resenha do "O diabo desse anjo", por ROBERTO KLOTZ...":

O escrito e descrito pelo Roberto Klotz explica porque gosto de ler e reler os livros do Eduardo.
E depois desta análise como poderei eu acrescentar algo sobre a leitura do DIABO DESSE ANJO, sobre o qual ainda não escrevera uma só palavra ?...

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 19 de agosto de 2017 04:32:00 BRT 

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Américo Picanço
Américo Picanço Cheguei à conclusão que o trote dado no Eduardo Lunardelli lá no Colégio de Cataguases, que lhe apregoou o apelido de Belém Brasília(cortamos uma faixa central na sua vasta cabeleira) contribuiu para a perda definitiva da mesma, vide foto constatadora do evento. Ao assunto do dia. Caro Lunardelli, a criação do jornalzinho PIRILAMPO, sua e de outros colegas dos quais me incluo, foi um marco no Colégio e nossas vidas. Você, Noronha, Cipó, Ronaldo, Eu, Chico Buarque e tantos outros nos deliciamos e deliciamos muitos com nossa(sua) ousadia. Foram tempos inesquecíveis. Que tal fazer uma "edição especial" do PIRILAMPO tantos anos depois veiculada no seu Blog? Eu topo. Abraço cheio de saudades do amigo.
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Jose Edgard Cunha Bueno
Jose Edgard Cunha Bueno Eduardo escrevi em maiúsculas para o Américo adorei a ideia dele e meu Deus quantas lembranças me vieram a cabeça e principalmente do Noronha que foi um GRANDE AMIGO que se foi muito cedo que à época no colégio muito se preocupava comigo e com Ele muito aprendi !! E me lembrei de uma MANCHETE quando Eu quis fazer uma "RADIO" no colégio e você que sabia a minha maneira de andar postou TWO TWO TWO TÁ SEM TUTU !!kkkkkk Que época maravilhosa Eramos muito felizes !!! Quanto ao "cantor"CHICO, desse camarada Eu prefiro nem me lembrar um... SER DO MAL !!!!

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19.8.17

Resenha do "O diabo desse anjo", por ROBERTO KLOTZ




O diabo desse anjo
Eduardo P. Lunardelli
Editora Piacaba
232 páginas
R$ 35,00
Ganhei o livro do autor. Veio pelo correio embrulhado num abraço apertado com outros seis livros, também do autor.
A lista de espera dos livros na minha estante á para mais de metro. Quase três. Existem autores, como o Eduardo que conquistam a simpatia e recebem uma senha para a fila da leitura prioritária.
Peguei para ler com voracidade como se fosse um romance. Me dei mal. Engasguei logo. São crônicas. Textos que provocam o pensar, que provocam reflexões. Que, no mínimo, provocam a vontade de bater um papo sobre o assunto. Concordando, discordando ou simplesmente acrescentando a nossa experiência ao tema desenvolvido.
São textos para serem mastigados 32 vezes antes da digestão.
Eu dou oficinas literárias e certamente vou levar o livro com exemplo quando o tema for conto x crônica. As crônicas se diferem dos contos por muitas características, quase todas presentes no livro.
• Narrativa curta.
• É um relato do cotidiano;
• Narrado em primeira pessoa;
• Opinião e interferência do autor sobre a observação.
• Não contém diálogos.
• Via de regra com bom humor – o autor procura cativar o leitor para outras leituras;
• É a narrativa a partir de um flash – um artigo do jornal, uma conversa, um fato, uma particularidade;
• Identificação com o leitor. O cronista, no fundo, deseja que o ledor seja um coautor;
• A grande inspiração do cronista é o prazo do editor (Eduardo entrega diariamente a crônica até as 8h30 ao facebook e ao seu blog);
• A crônica abre uma discussão, uma polêmica, um questionamento;
• Normalmente o suporte é o jornal;
• Costuma ter finais surpreendentes.
Deixando a teoria de lado, gostaria de exemplificar com:
A RELATIVIDADE DAS COISAS
Um canivete suíço multifunções, aqueles que têm saca rolha, abridor de lata, chave de fenda, espeto, lâminas com três dimensões, serra, tesoura, palito de dente de marfim, é tão importante quanto um helicóptero anfíbio em determinadas e específicas ocasiões. Para salvar vidas ou dar mobilidade para a polícia, um helicóptero é uma ferramenta de trabalho tão importante quanto o tal do canivete para um sobrevivente na selva. Uma simples vela e uma prosaica caixa de fósforos fazem toda a diferença num apagão elétrico. Por mais crédito que você possa ter no banco ou no cartão, uma simples moeda para telefone ou para liberar um carrinho de malas no aeroporto ou, ainda, um copo de água nas máquinas automáticas faz a diferença. Um palito no bolso pode proporcionar um alívio entre os dentes só comparável ao ato de tirar os sapatos que causam incômodos ou dor. Só não existe vida relativa. Ou se está vivo ou se está morto.
UMA DEFINIÇÃO
Um livro é bom quando se parece com o enfermeiro que pega a sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página.
Eduardo fala de tudo. Política, vizinhos, sexo, restaurantes, literatura e também sobre a descoberta de palavras.
Quer saber? Eu recomendo. Minha palavra não é o suficiente? Então, puxe uma cadeira e sirva-se de petiscos diariamente no blog ou no Facebook.
Vou confessar. Este foi o meu livro predileto para enfrentar filas. De banco, nos consultórios médicos, na agência dos correios... Agora na hora de procurar textos curtinhos, várias senhas caíram de dentro do livro. Será que ainda teremos uma crônica sobre o homem que colecionava senhas?
Você reparou que eu mudei a foto do meu perfil? Mais um talento do Eduardo: caricaturista de mão cheia. Obrigado, meu amigo, ainda haverá o momento de conhece-lo e trocar um abraço apertado.
ROBERTO KLOTZ

Crônica diária




Grande Otelo e Oscarito
Foi inevitável a lembrança de uma entrevista que o José Roberto Noronha, falecido prematuramente num desastre automobilístico, e eu, fizemos com o Oscarito no hotel de Cataguases. Éramos dois paulistas internos no colégio, que leva o nome da cidade, no sul de Minas, e editores do jornalzinho mimeografado "O Pirilampo". Os nossos colegas Américo Picanso, Olavo Moraes Barros e José Edgar da Cunha Bueno são testemunhas e certamente vão lembrar do fato. E se não lembrarem tenho o exemplar do Pirilampo autografado pelo Oscarito. Poderá corroborar com minha afirmação o poeta e escritor Ronaldo Werneck que possui uma cópia completa das edições do "O Pirilampo, uma luz sobre o Colégio de Cataguases". Uma das características da velhice é essa. Ativa  as remotas memórias. Foi entrar no cine Itau-Unibanco  da Rua Augusta e deparar com a enorme foto em preto e branco da dupla que reinou nos tempos das chanchadas musicais do cinema brasileiro: Oscarito e Grande Otelo para lembrar dessa entrevista e do nosso jornalzinho. Sobre "O Pirilampo" e a razão do Werneck possuir uma cópia das edições completas, é a "Quitandinha do Bananal", coluna com textos do aluno e colega Chico Buarque, até hoje amigo do Ronaldo. Digo até hoje porque a vida nos separou definitivamente. Enquanto todos nós brasileiros pagamos o "Pato", o Chico escreve e compõe em seu apartamento de Paris. Quando vem ao Brasil, onde possui um campo de futebol no centro da cidade do Rio, é para dar apoio ao Lula, responsável pela nossa desgraça. O melhor é continuar lembrando do passado.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Minha fonte":

Já era por si bem mais bonita do que os horríveis meninos a fazer chi chi para os lagos ou piscinas !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 18 de agosto de 2017 05:40:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

99% dos IMORTAIS só o foram quando já estavam com muita terra em cima...
Mas a frase do Bilac é lapidar !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 18 de agosto de 2017 05:44:00 BRT 

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18.8.17

Minha fonte

Repisando a foto da fonte da Piacaba. A natureza acabou dando graça às pedras e cimento.

Crônica diária

ABL e os imortais

Acabam de eleger um novo imortal. Antonio Cândido. Poeta. Sobre sua posse outro imortal Heitor Cony falou na CBN: "Sobre ser imortal, já dizia Olavo Bilac, somos porque não temos onde cair mortos". Para a crônica de hoje, estas três linhas bastam.

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Brincando com os netos":

Que privilégio poder vivenciar a arte com o vovô artista!


Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 16:49:00 BRT 

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17.8.17

Arnaldo R. Diederichsen

Coleção do autor do blog

Crônica diária

O sanduíche do Ema

Como disse, quero dizer, escrevi dia quatorze passado, sou absolutamente suscetível à boa publicidade. No dia anterior que comprei, pela internet, dois vidros de azeite de oliva e um pote de azeitonas Olibi, escutei na CBN, pelo  rádio do carro, uma ótima entrevista com a chef Renata Vanzeto dona de nove casas gastronômicas. A menina tem vinte e oito anos, e seus empreendimentos dez. Sua história é interessantíssima. A entrevista formidável. Só fui me dar conta de que já fora seu cliente depois de comentar com minha mulher sobre o Marakuthai. Fica a poucas esquinas de casa e já frequentamos anos passados. Mas não conhecia o Ema, o mais novo dos empreendimentos, e xodó da Renata, segundo ela. Fui ao santo Google e vi a foto do sanduíche de pãozinho de batata com um frango frito a milanesa. Vendo era ainda mais apetitoso do que pela agradável voz da entrevistada. Convidei minha sogra (87 anos), uma prima da minha mulher, e a própria para irmos conhecer o tal Ema, e comer o sanduíche citado. O restaurante fica à poucos metros de casa, e elas toparam. No caminho fui falando da minha antiga paixão  pelo "pão francês com filé à milanesa" que serviam no Pandoro, restaurante que infelizmente não existe mais. O Ema só é identificado por um pequeno neon vermelho, com as três letras ao lado de uma estreita e escura escada lateral ao bar  Me Gusta. Todos lotados. E era uma quarta feira fria de agosto. Escalamos a tal escada, e por falta de reserva tivemos que escalar de volta, pagar o estacionamento e procurar outro local para jantar. Não sei se volto. Detesto fazer reserva. Sobre isso, e já escrevi a respeito, tive um "probleminha" com Rogério Fasano quando exigia reserva e gravata para jantar no antigo Fasano. Mas isso no século passado. Hoje todos os restaurantes, os mais simples, preferem trabalhar com reservas. Quanto às gravatas, nem tanto... 

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lara em Julho":

Que linda é a Lara!
Beijos para ela.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 16:46:00 BRT

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16.8.17

Três escultores

Ontem, num restaurante italiano em São Paulo, um almoço com (da direita para a esquerda) Dan Fialdini, o autor do blog, Israel Kislansky, e o Fabrizio, filho do Dan.

Crônica diária



Help, help, quero uma aspidistra

Vocês não vão acreditar. Depois que li "A flor da Inglaterra" do George Orwell, passei a procurar quem pudesse vender mudas de aspidistra, e não conseguia. Liguei e fui pessoalmente nos maiores fornecedores de plantas de São Paulo e ninguém tinha aspidistra.. Para dizer a verdade todos, sem secessão, nunca tinham ouvido falar nela. Consegui vendedores de folhas para arranjos florais. Mas nada de mudas. Não podia acreditar que numa cidade como São Paulo não tivesse uma alma cultivando aspidistra. Ia pedir a colaboração dos meus leitores para localizar uma única muda, ainda que única, de aspidistra. Escrevi estas linhas. Eis quando o anjo da guarda do George Orwell interferiu em meu favor, e uma florista de Moema, liga-me dizendo que encontrou um fornecedor. Aleluia. Ontem fui buscar as mudas. Agora não só os londrinos da classe média média tem aspidistra em casa. Eu também tenho.

PS- Na foto ao fundo óleo sobre tela do Luiz Sôlha, coleção do autor do blog.

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                            P I A C A B A
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Além do mais ficava mais difícil de fixar...
E nem era uma locução interessante.

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 04:54:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Torso do ISRAEL KISLANSKY":

Realço a beleza do torso !

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 04:49:00 BRT 

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 sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MONTANHA nº 11":

Muito bonitas as três montanhas!
Bjs.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em terça-feira, 15 de agosto de 2017 16:44:00 BRT 

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A

Ana Maria de Almeida Prado 
Comprei dois vidros, comi com pão, e adorei. Obrigado pela dica.  
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15.8.17

Torso do ISRAEL KISLANSKY

 Torso em cerâmica esmaltada
O torso ao lado de "A Cabeça", obras do Israel Kislansky, coleção do autor do blog

Crônica diária

Aiuruoca e outras tupi-guaranices

Eu adoro esses nomes tupi-guaranis que sobraram em nossa cultura. Aiuruoca é uma pequena cidade em região montanhosa de Minas Gerais, dentro da Mata Atlântica. Significa  "toca de papagaio", ou Aiuru (papagaio) + oca (casa). Tudo isso fiquei sabendo por conta do azeite de oliva Olibi , que como escrevi ontem, quer dizer "óleo da terra" e é produzido no município de Aiuruoca. Dentro dessa levada, para usar um termo bem da moda, justifico o nome da minha casa aqui em Santa Catarina. Ele também nasceu de uma expressão tupi-guarani. Piacaba, que significa "mirante, mirador, lugar que se avista". Esse nome define bem a situação da casa, junto à montanha, com uma grande vista para o mar, dunas, lagoa e toda a beleza de Ibiraquera. E antes que alguém me corrija, vou logo avisando que na verdade a palavra original era Paranapiacaba, mas o meu amigo Sergio Hamburguer  aconselhou-me eliminar o Paraná do nome. Não porque significa "mar", em tupi-guarani, mas porque as pessoas iriam me tomar como paranaense. Nada contra o Paraná, mas não era essa a intenção.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Então foi um drone que transportou o OLIBI ?
Já provou esse azeite biológico ?

Postado por João Menéres no blog . em segunda-feira, 14 de agosto de 2017 03:38:00 BRT 

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Curvas fora de casa":

Está muito bom.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em segunda-feira, 14 de agosto de 2017 07:54:00 BRT 
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14.8.17

Curvas fora de casa

MYRA LANDAU

Crônica diária

Como um drone em minha janela

É verdade que sou facilmente suscetível à uma boa publicidade. Mas desta vez o número de fatores positivos desconcertou-me. Vi e li um post de um consumidor sobre um azeite de oliva extravirgem  produzido artesanalmente em Aiuruoca, Minas Gerais, com 0,1% de acidez. Como sou fã de um bom azeite no pão ou na salada me interessei. Aí havia apelos ecológicos, e para a recuperação da flora e introdução de pássaros da Mata Atlântica. Esses argumentos fizeram a diferença. Compro pela internet só passagens aéreas e livros dos sebos. De resto sou refratário. Mas fui à luta. Tive muita dificuldade, mas nada por conta do site do vendedor. Por deficiência minha, mesmo. Compra realizada com sucesso, doze horas depois estava com uma caixa tipo Sedex, dois vidros, que mais parecem com embalagem de perfume, propositadamente bonitos para serem levados à mesa. E um pequeno vidro com azeitonas. Tudo embalados com gosto e capricho. O nome e marca do azeite é  Olibi, que em tupi-guarani quer dizer "óleo da terra". Conheça mais em www.olibi.com.br ou na sua página no Facebook. Vivi com essa compra, a comodidade e rapidez que parecia ficção científica até pouco tempo. Digitar meia dúzia de números e senha, e um drone aparece na janela de sua casa com a compra. Foi mais ou menos assim.
 

13.8.17

Israel Kislansky

                                          "O importante não é o resultado, mas o caminho."

Crônica diária



Piadas velhas e novos boatos

Há quatro dias citei dois amigos e seus textos aqui no Facebook. Hoje comento o resultado prático do meu texto. A anedota, apesar de boa, foi taxada de "velha". Concordo que não existe piada nova. Todas são repaginadas, adaptadas. Por exemplo: a do ovo jogado no Dória, resultou imediatamente na versão de que no Lula jogam "algemas". A polarização política continua viva e reativa. Quando afirmo, sem ter votado no prefeito de São Paulo, que ele será candidato em 2018, recebo comentários ácidos, de gente da "esquerda burra", que não propõe outro nome, mas agride o alcaide. Ideologizar pessoas e ideias, a priori, não ajuda a construir uma saída para o país. E lamento que o outro texto, sobre o voto nulo, que divulguei, tratava-se de mais um boato. Aliás, é o que mais rola nas redes sociais, além de vírus. Apesar da fonte, pessoa minha conhecida, ele também foi vítima da credulidade. Voto nulo não anula uma eleição. Portanto não é a saída. Infelizmente.

12.8.17

MONTANHA nº 11

 Detalhe da MONTANHA nº11 na Lareira do atelier
Três montanhas, duas na mesa de centro e uma na lareira.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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