25.2.18

Bateu saudade

Meu pai na revolução de 1932

Crônica diária

 Hoje é sobre tomates

Dia desses escrevi sobre bengalas e algumas leitoras chamaram o assunto :"coisa de velho". Hoje escrevo sobre uma salada que eu adoro, e espero agradar as jovens senhoras com a receita. É considerada o melhor acompanhamento para carnes vermelhas. Simplérrima, mas deliciosa, salada de tomate. Eles devem ser maduros e cortados em pedaços sem semente. Dependendo do tamanho, dois por pessoa. Coloque-os numa tigela com muita cebola fatiada. Alho em pedaços, azeite, vinagre, sal, pimenta do reino, orégano, e um pouco de água. Mexer bem e deixar de molho na geladeira para ser consumida no dia seguinte. Depois me contem se não é uma delícia. Hoje eu dei uma de Palmirinha.

24.2.18

Montanha 41 - Frente e verso


Com um cristal de rocha encravado

Crônica diária

Galhofa

Galhofa como todo mundo sabe significava, pelo menos para mim: manifestação alegre e ruidosa; gracejo, risinhos, brincadeira, zombaria, deboche e até escárnio.
Mas descobri que em Portugal galhofa é um estilo de luta tradicional da região de Trás-os-Montes, que se define como um desporto de combate. É tida como a única luta corpo a corpo com origens portuguesas. O objetivo deste jogo é imobilizar o adversário, mantendo-lhe as costas e os ombros assentados no chão. Quaisquer movimentos mais violentos, como puxões, murros ou pontapés, não são permitidos. A luta começa e termina com um abraço cordial. É quase, como direi, um deboche essa galhofa. Mas hoje li em algum lugar que galhofa também pode ser galinha com farofa.

Crônica do Álvaro Abreu



Bem vinda, Amora

Aurora vivia solta, andando no quintal e sobretudo nos muros. Foi uma bela amizade, que durou oito anos. Ela chegou bem feinha, ainda sem penas e com um bico enorme. Por um bom tempo tive que dar comida na boca, com colherinha de café. Cresceu muito rápido. Como toda arara, possuía grande habilidade para descascar sementes. Usava a língua, dura e seca, para posicioná-las de forma que pudesse apertá-las pelas bordas com o bico, separando as duas bandas da casca para liberar a amêndoa, que recolhia com a língua, deixando cair o que não servisse para comer.

Amora era esperada para antes do natal, mas só agora, já passado o carnaval, é que ela vai chegar. Depois de tanta demora, esta semana comecei a pensar se deveria criá-la presa por uma corrente a um poleiro ou inteiramente solta. Melhor que ela prefira viver perto da gente, sem ficar querendo voar pra longe, como fazia sua antecessora. Bicho sossegado e interativo, ela vai poder se divertir bastante com a rotina doméstica, vendo gente cozinhando, passando roupa, varrendo a varanda. Espero que ela goste de ficar ao meu lado, atenta e solidária, enquanto faço colheres, tomo café, leio jornal, escrevo alguma coisa, conserto o que estiver quebrado.

Por tudo isso é que achei por bem providenciar um poleiro deslizante, de forma que ela possa ser levada facilmente de um lado pro outro. Tratei de comprar um pé de cadeira de cinco rodinhas lá na Ilha de Santa Maria e um poleiro reforçado em Vila Velha. Lançando mão do que restou da minha antiga vara de bambu e algum arame, montei um robusto protótipo da moradia suspensa de Amora. Por prudência, encomendei uma correntinha para prender no pé dela enquanto ela for se acostumando e tomando afeição por nós, inclusive pelos três basset da casa. Quando acossados, cachorros rosnam e gatos se arrepiam. Com Aurora aprendi que, sob ameaça, as araras comprimem o preto dos olhos, um precioso indicativo para evitar bicadas dolorosas. Quando tranquilas, com as pupilas dilatadas, elas adoram ficar bicando bem de levinho os dedos da gente.

Vitória, 21 de fevereiro de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

23.2.18

Lagoa de Ibiraquera

 Muitas aves
 Com a Barra aberta, pouca água na lagoa

Só um canal à direita no alto da foto ligando a lagoa ao mar. Fev 2018

Crônica diária

Briga de cachorro grande

Ler jornais já foi um hábito diário que perdi depois de ter mudado para a Piacaba, em Santa Catarina, há dezoito anos. Nem por isso eu morri. Mas costumo estar ligado nos jornais da TV doze horas por dia. Não é exatamente a mesma coisa. Você é obrigado a ouvir a mesma notícia dezena de vezes. E nem sempre ouve as que interessam. Nos jornais impressos você escolhe o que quer saber. Aprofunda nas informações. E ainda tem as crônicas, que na verdade foram as que mais fizeram falta. Dias atrás me inteire do "affair" Folha de São Paulo com o Facebook. Este último gigante com faturamento de dez bilhões de dólares por ano, no mundo todo. A Folha em reação ao FB, que alterou seu algoritmo   privilegiando as informações de cunho pessoal, manterá sua página na rede, sem, no entanto, atualiza-la. O FB quer fortalecer os laços entre as pessoas, em detrimento dos veículos profissionais de notícias. Criando, segundo a Folha, um paraíso para as  informações falsas. Fake News. Em ano eleitoral isso é muito perigoso. Dias depois li o desdobramento dessa informação onde a diretora do FB responde à Folha: "é pegar ou largar", desdenhando a atitude do jornal. Por outro lado há informações de que o FB vem perdendo seguidores no ultimo ano. É briga de cachorro grande.

22.2.18

Comidinhas da Piacaba

A receita é do MOMA-Modern Mamma Osteria. Polenta, linguiça e rúcula

Crônica diária

Minha neta, meu orgulho

Tenho uma neta Glória. Ela esta com oito anos e fala inglês e português corretamente. Convidei-a para tomarmos um sorvete, e foi ela quem sugeriu o local. Davvero no Shopping Iguatemi. É ao lado da sua casa. O sorvete, que eu não conhecia, é ótimo. Depois do sorvete me perguntou se poderíamos ir na livraria Cultura. De mãos dadas fomos até lá. É uma enorme livraria com três pisos. Ela conhecia um por um, e foi me informando. Quando chegamos no andar exclusivamente de livros nos apartamos. Ela sumiu entre as gôndolas. Eu fui atrás dos meus, e ela escolheu três. Todos muito apropriados. Um em inglês. Incrível que uma criança de oito anos, entre todas as lojas de um shopping escolha exatamente uma livraria para visitar. Mas não é por acaso, quando cheguei em sua casa para apanha-la, deu-me um beijo e um presente. Adivinhem o que? Um livro que ela escreveu para mim. Isso mesmo. Quatro folhas de papel A4 dobradas ao meio, grampeadas na lombada Na capa o título:"Glória e seu pinsel perdido", e um desenho ilustrativo à caneta bic. Não importa que o pincel dela seja com S. No miolo, à lápis, o texto sem nenhum outro erro. Uma história com começo, meio e fim. Incrível. Essa é a minha Glória.

21.2.18

MONTANHAS Laranja nº 30 e Amarela nº 40

Montanha nº 30 e Amarela nº40
Amarela nº 40, e Laranja nº30

Crônica diária

“Não rela nela”

Poderia ser uma frase de namorado ou marido ciumento, e zeloso da sua condição de protetor do sexo frágil. Ledo engano. Estamos em 2018, e no carnaval. A palavra de ordem vem das feministas. "Não, e basta", "Mexeu com ela, mexeu com todas", "Não rela nela", e outras bobagens. As mulheres adoram ser paqueradas, e até pouco tempo pelos homens. Mas as coisas estão muito mudadas. E não estou defendendo estupradores, mas os galanteadores. Educados. Civilizados. Aqueles que respondem normalmente os apelos da natureza. Fazem o cortejo como todos os seres deste planeta. Como os pavões, os pombos, e os homens, até pouco tempo.

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Bom dia, Eduardo,

De salada de tomate não faço gosto, mas a crônica de hoje está perfeita.
O comentário do João também.

Grande abraço.

Alvaro Abreu

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20.2.18

Salada de tomate


A melhor salada para acompanhar carnes vermelhas

Crônica diária

Morrer de susto

Ninguém morre quando sonha. Pelo menos ninguém que morreu voltou para contar que sonhou que morria e não acordou. Hoje tive um pesadelo. Acredito que por influência do livro do José Nêumanne chamado O Silêncio do Delator, onde o narrador é um morto, em seu velório. O meu pesadelo se passava num quarto pequeno, onde havia só uma cama de solteiro e uma porta aberta com grande claridade entrando por ela. Eu, no pesadelo, levantei para tomar um banho, e pensar sobre o que havia sonhado. Era a ameaça de morte por uma figura enorme, magra, cabeça pequena coberta de cabelos brancos. A figura não aparecia no sonho, mas era descrita e por mim perfeitamente entendida. Volto do banho, sento na beirada da cama, enxugando a cabeça quando ouço dois pesados passos vindo da claridade da porta, e subitamente entra, e se posta no pé da cama, a figura vestida de preto, muito alta e em forma de uma pirâmide culminando com a cabecinha branca. Com uma arma na mão estica o braço em minha direção, e eu me jogo na cabeceira da cama, encolhido em posição fetal, morto de medo e acordo ofegante. Que pesadelo! Dessa vez consegui acordar. Ninguém morre quando sonha. Mas provavelmente num desses sonhos, essa figura irá apontar o dedo, e eu nunca mais acordarei. Morrerei de susto.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "João Menéres em Buenos Aires":

Bem procurámos varais !
Só encontrámos este no bairro LA BOCA...
Mas até lâmpadas tem !
Temos pena que se encontrasse quase todo à sombra.
Mas tem cor e umas ceroulas...

Não é necessário justificar esta simbólica homenagem ao EDUARDO.
Foi ele que em 2008, sensivelmente por esta altura do ano, começou a insistir para que eu criasse o meu próprio blogue , o que viríamos a fazer no dia 15 de Novembro de 2008, exactamente no dia do
seu aniversário.
Muito obrigado pelo incentivo, querido amigo Eduardo !

Postado por João Menéres no blog . em segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 05:13:00 BRT 

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19.2.18

João Menéres em Buenos Aires

Uma homenagem do fotógrafo e amigo João Menéres especialmente para o VARAL. Nov. 2017

Crônica diária

Cpt

Pois é, mais uma sigla sendo usada, e mais uma para nossa coleção de letras com algum significado embutido. No caso só consoantes, mas há com vogais também. App, por exemplo, ou  Unf que quer dizer Unfollow, que na linguagem da Internet quer dizer, "deixar de seguir" ou seja unf = unf se você deixar de me seguir eu deixo de te seguir, e app ativo é quem tem aplicativos que se baixados ele lhe dá o controle de quem lhe segue e de quem deixa de lhe seguir. No futuro muito próximo vamos encontrar textos assim: No FB li que FHC foi a BH fazer palestra que retransmitida por DDD,  virulou na rede, e eu cpt. É preciso permanente consulta ao Google para poder acompanhar o que surge diariamente. Pqp é velha conhecida nossa e da torcida do Flamengo, mas cpt para mim novidade absoluta. E como tenho alergia às letras PT fiquei com medo de tratar-se de "com o pt". Mas não. Uma leitora escreveu, dia desses:"Marcia Sauchella Cpt", e com isso ela disse: "Compartilho". Que susto. 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Norma Jean Dougherty - MM":

Não tenho mais palavras para acrescentar às que o Eduardo define a Marilyn !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 18 de fevereiro de 2018 06:35:00 BRT 

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18.2.18

Norma Jean Dougherty - MM

Em 1946, uma garota gostosa chamada Norma Jean Dougherty, aspirante ao estrelato em Hollywood posou para o rei das pin ups, Earl Moran, que a desenhou em pastel. Seu destino era ser MARILYN MONROE, a mais sexy e deliciosa mulher, que passou pelo planeta Terra. Irresistível, forever !!!

Crônica diária

 Reflexões sobre o assédio

No conto curto, típico do melhor da literatura da norte-americana Lydia Davis (cuja dona da livraria Navegar, de Garopaba, SC não conhecia), denominado "Como funciona" ela descreve um ato sexual , chamando-o de "ato de amor", segundo um artigo que leu, "com  o afeto entre um homem e uma mulher." O conto não esta datado, mas o livro onde foi publicado é de 2007. Portanto há dez anos. Naquele tempo não se imaginava que sexo pudesse ser tratado de outra forma. Era entre um homem e uma mulher. Hoje esse tratamento, absurdamente, soa preconceituoso. O artigo, segundo Lydia, diz que "tudo começa com o afeto, depois um beijo que gera prazer e desperta o desejo dos respectivos corpos de serem tocados. O sangue intumesce o pênis do homem, e a vagina umedeci e fica macia. O pênis pode então penetrar a vagina e as partes se movimentam de forma confortável e agradável até o homem e a mulher (repete enfaticamente) chegarem ao orgasmo, não necessariamente ao mesmo tempo." Lydia termina seu texto alertando que "hoje em dia, presumidamente se refere a um dia do ano de 2007, muitas pessoas fazem sexo sem se amarem, ou mesmo sem terem afeto algum uma pela outra," e conclui, "se isso é bom ou não, ainda não sabemos."  A campanha, recente, contra o assédio sexual, é uma das causas, e demonstração cabal, do que questionava Lydia, e só faz dez anos. Minha pergunta é: onde tudo isso vai parar?

17.2.18

Por que não?

Elas engordaram um pouco depois de posarem para as Três graças de Rafael

Crônica diária

"Tipos de perturbação" - Lydia Davis

Com este livro li tudo que dela foi publicado no Brasil, com exceção de uma coletânea que não encontrei nas livrarias e no sebo existe um único exemplar por R$ 450,00 por tratar-se de livro raro. Ela realmente é muito boa, especialmente nos textos curtos. Nos curtíssimos, ela brilha. E em sua homenagem minha resenha sobre o seu "Tipos de perturbação" fica por aqui. 

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Elisa e Betty Vidigal":

É tão bom recordar! Estas fotos amarelecidas são preciosidades.
Abraço

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018 22:07:00 BRST 

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16.2.18

Gordinha fazendo "estrela"

Grande agilidade

Crônica diária

Uma ideia para Leticia

Não é comum, mas acontece eu ter um estoque de dezesseis a dezessete crônicas prontas aguardando publicação na mesma ordem em que foram escritas. Fui visitar uma amiga que tem uma floricultura charmosa, e um café acolhedor, perto da minha casa em Santa Catarina. O café e as flores convivem ainda com uma ativa corretora de imóveis. E além disso, minha leitora diária. Por acaso havia escrito uma crônica sobre o preço do café (postada dois dias atrás) e contei a ela as linhas gerais do texto. Três dias depois tive que voltar ao café/floricultura para apanhar uma avaliação da corretora, e ela cobrou-me a crônica do café. Calma, um dia desses ela aparece. E o curioso que leitoras como a Letícia me acompanham, silenciosamente, sem curtir ou comentar. Passei um e-mail avisando a data da postagem: 14 de fevereiro. Estávamos em 29 de janeiro. Espero que até lá o café não esfrie, ou mude de preço. Mas como seria bom se todos os cafés plastificassem minha crônica e deixassem sobre as mesas para leitura dos clientes. Café com crônica. Fica aqui a ideia, Letícia. Desde já fica autorizada.

15.2.18

Elisa e Betty Vidigal

Minha irmã Elisa é a segunda de direita para a esquerda de pé. A Betty é a quarta. Foto do FB da Betty.

Crônica diária



Fé e temor

Como  nunca tinha pensado nisso. Pelo menos nessa perspectiva. Todo temor é inerente a toda fé. As pessoas que não temem não tem necessidade da fé. As que tem fé, ainda que inconscientemente não percebam, temem. Nunca fui tão profundo em tão poucas linhas. 

14.2.18

João e Pedro com amigos comemorando 9 anos

João e pedro com mão no nariz à esquerda, com amigos na picina no dia do aniversário de 9 anos

Crônica diária

Por R$6,92 e $2,17

O título dessa crônica é o valor cobrado em reais (ou dólar), na data de hoje, por um cafezinho no melhor café da cidade de São Paulo. Esse mesmo preço é válido para Miami. Mas você encontra cafés por preços até pela metade desse valor, em cafés com metade da sofisticação, conforto, ponto comercial, e atendimento. Mas o que me levou a escrever sobre o preço do cafezinho foi o comentário de uma amiga achando-o muito caro. Se pensar bem, e levando em consideração todo o investimento por trás desse líquido escuro, nessa pequena xícara sobre esse pires com colher de plástico, que levou anos para a planta produzir, o fruto ser colhido, a secagem, torrefação, embalagem, transporte até chegar à loja, e dela à sua mesa, com dois bancos, o preço não é tão caro. Sem contar que você tem à sua disposição guardanapos de papel, vários tipos de adoçantes, ar condicionado, serviçais uniformizados servindo, um tempo indeterminado usufruindo do ambiente adequadamente iluminado, banheiros limpos à sua disposição, e se tiver sorte três lindas garotas de pernas de fora, na mesa ao lado, que parecem estarem conversando entre si através de iPhones. Definitivamente, não é caro.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Carnaval no clube":

JORGE

O EDUARDO foi de véspera e fora de horas para escolher a mesa...
É como eu : previne-se e é selectivo.
 
Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 07:13:00 BRST 

Na verdade João e Jorge, minha mesa era na piscina cuidando dos netos. Desse almoço carnavalesco não participei, mas não pude deixar de registrar a Miamisse.... 
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13.2.18

Banana Split

Da sorveteria Alaska, SP
Pela primeirta vez na vida não dei conta de um inteiro. Fev. 2018

Crônica diária

Notícias sobre o carnaval

O carnaval no Brasil tem passado por várias fases. Primeiro era de salão, com pouquíssimos eventos na rua. Um deles era o corso, onde pessoas fantasiadas em carros, de preferência conversíveis, saiam nas principais avenidas. Havia serpentina, confete e lança perfume. Muita alegria. As calçadas se enchiam de gente para ver e brincar com o corso. Depois vieram as escolas de samba e seus desfiles majestosos. Quase acabaram os bailes de salão, pelo menos diminuíram muito. O Bola Preta foi o primeiro bloco de carnaval criado há 100 anos. Depois lentamente o povo foi criando seus blocos. Os desfiles das escolas continuaram, mas o povo resolveu rasgar a fantasia, e literalmente tirou a camisa, colocou uma bermuda, ou fio dental e caiu na farra. O carnaval de rua, com blocos gigantescos dominaram o carnaval este ano em todo o país. Sem lança que o Jânio proibiu, sem confete e serpentina que a carestia não permite, mas ao som dos mais variados ritmos musicais. A marchinha carnavalesca também tem perdido espaço nos dias de momo. E dele, nem ouvi falar.

12.2.18

Carnaval no clube




 Fevereiro de 2018

Crônica diária

Bengalas



Elas são úteis e necessárias em muitos casos. Mas antes de que pudessem servir para alguma coisa eu vinha comprando e colecionando. Nada de bengalas caras com castão de prata ou marfim, cabeça de animal ou ave. Comprei bengalas de madeira em várias ocasiões e viagens. Em casa, em São Paulo tenho um porta guarda-chuvas de cerâmica assinado pela amiga ceramista Lucia Ramenzoni, e nele além dos guarda-chuvas estão algumas bengalas. A maioria, porém, fica num velho latão de leite enferrujado na casa da praia. Muita gente já fez uso delas. Servem como apoio para longas caminhadas, e ajudam nas ladeiras, para cima ou para baixo. Para uso ortopédico hoje recomendam as metálicas, mas leves e seguras. Umas têm quatro pés, guarnecidos com borracha, uma haste central regulável, apoio para as mãos e encosto para o antebraço. Esteticamente não são bonitas nem elegantes como as bengalas da minha coleção, e por isso, coleciono as antigas. 

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