31.7.17

Outras visões do estúdio

 Série MONTANHAS na fase de pintura
Montanhas nº 9 e 11, uma já pintada a outra em fase de acabamento.

Crônica diária

Guaracy, você não vai acreditar

Mas nem eu próprio estou acreditando. Na minha conta faz cinquenta anos. Mas como sou péssimo para datas, pode fazer mais. Imagine você que aqui na Piacaba, onde moro, estava fazendo seis a oito graus nas manhãs de inverno. E moro aqui há dezessete anos. Como é beira mar, meu guarda-roupa é basicamente praiano. No inverno a coisa aperta. Mas durante todos esses anos as várias lareiras que tenho pela casa dão conta do recado. Para sair uso sempre meus moletons e uns casacões de marinheiros polares. E nada mais. Acontece que tive que levar meus três netos de oito anos para São Paulo. Os moletons estavam (e continuam) muito surrados para uma viagem aérea. Se bem que os trajes a bordo deixaram há muito de serem elegantes. As pessoas embarcam com as mesmas camisetas, bermudas e havaianas das praias. Ah, tem a mochila. Mas eu resolvi procurar, no minúsculo armário onde guardo as minhas roupas, um agasalho em bom estado. E na ultima prateleira, atrás de umas redes antigas encontrei um pulôver dentro de um hermético saco plástico. Abro e me deparo com um suéter verde de cashmere comprado diretamente na loja da fábrica Pringle  em Londres Isso graças à minha amiga Guaracy Mirgalowask, que encontrei na cidade, e como cliente lojista, que ela era, pude comprar três pulôveres. Um azul, um cinza e esse verde maravilhoso. Isso há cinquenta anos. E acreditem, fazia mais de quinze que não o usava. E viajei com ele. Esta perfeito. Lindão. Mas foi impossível não recordar que a loja da Pringle era na mesma rua, ou muito perto, da Apple dos Beatles. E nesse dia, a noite, a Guaracy levou-me ao apartamento do Caetano e Gil que recebiam amigos do Brasil. E eu estava lá. Não é inacreditável? Nunca mais voltei a Londres. Para quem desconhece fui buscar as especificações do cashmere no Google: "cashmere é um tipo de tecido confeccionado de lã extraída de cabras da região da Caxemira, na Índia. Devido a sua exclusividade o cashmere é um tecido caro, mas em compensação seu toque é super macio e a durabilidade é grande." Alguém põe dúvida?

Comentários que valem um post


Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanhas de longa data":

Suas "Litorâneas" são uma maravilha!

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em domingo, 30 de julho de 2017 01:43:00 BRT 

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 myra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Brincando no estúdio de escultura":

e que lindo e teu neto!!!!!! gostei da expressao dele, se ve mto inteligente e sensivel!! parabens a ele e a tua familia! devem ser todos formidaveis! tenho certeza! beijosssss

Postado por myra no blog . em domingo, 30 de julho de 2017 12:31:00 BRT 

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30.7.17

Brincando no estúdio de escultura

 Meu neto Pedro e sua mão em molde de silicone
As mãos do Pedro, João e Glória em molde de silicone sem o acabamento final.

Crônica diária

 Bruzundangas

"Bruzundangas" é um substantivo feminino que pode significar "palavreado confuso, mistura de coisas imprestáveis, mixórdia, trapalhada, embrulhada". 
 A FLIP 2017 ( Festa Literária Internacional de Paraty, deste ano) termina hoje. O homenageado foi
 Lima Barreto, escritor afro-brasileiro  e mestre da ficção de escárnio.
Em seu livro póstumo "Os Bruzundangas", publicado em 1923, com uma coletânea de crônicas onde a percepção aguda e crítica não deixa passar nada.  Fala da arte de furtar, de nepotismos desenfreados, de favorecimentos e privilégios. Fala da sociedade, das eleições, de religião, dos literatos e da imprensa que são causticamente abordados e servem de pano de fundo para a construção de sua obra literária.
Satiriza uma fictícia nação onde ele mesmo teria residido. Seus capítulos enfocam, entre outros temas, a diplomacia, a Constituição, transações e propinas, os políticos e eleições em Bruzundanga. Critica os privilégios da nobreza, o poder das oligarquias rurais, a futilidade das sanguessugas do erário, desigualdades, saúde e educação tratadas com desdém, enfim, mazelas parecidas às de um país real. Ao lê-lo, tem-se impressão de que o escritor retrata o Brasil dos dias atuais. E aí fica a dúvida: Lima Barreto foi um visionário? ou o país continua patinando desde sempre. O governo Temer é a síntese da definição de Bruzundangas: "palavreado confuso, mistura de coisas imprestáveis, mixórdia, trapalhada, embrulhada."

29.7.17

Série MONTANHAS, em cadeia

 Série de MONTANHAS em cadeia. Primeiro plano AZUL ESCURO nº 9, depois em acabamento a nº 11, e por fim a nº 7 Azul Claro.
 Cadeia de MONTANHAS. Primeiro plano nº10, seguida pela nº 8. No fundo a primeira nº 9, seguida pela nº 11 e por fim nº7
Telinha da Série LITORÂNEAS onde a cadeia de montanhas e seus coloridos particulares estavam presentes.

Crônica diária

Polícia, Jo Nesbo

Acabo de ler depois de quase um mês, as 544 páginas desse ultimo livro do norueguês Jo Nesbo publicado no Brasil. Havia recomendado ao Paulo meu irmão os romances policiais desse autor, e fiquei preocupado quando ele disse que havia comprado o "Polícia". Não era para começar a conhecer a obra do autor pelo fim. Eu mesmo fiquei espantado em só encontrar o detetive alcoólatra lá pena 330ª página. Como pode um autor escrever trezentas e tantas páginas para colocar o personagem principal do livro em ação? Jo Nesbo consegue. É sem dúvida um craque no estilo. É o melhor. As duzentas páginas restantes valem pela espera. E o livro termina prometendo grandes novas aventuras. Antes, porém, que ele escreva a continuação, ou que chegue a tradução ao Brasil tenho um anterior para ler: "O Leopardo". Igualmente grosso. Leitura para os próximos trinta dias, se antes disso não enfrentar o livro do George Orwell "A flor da Inglaterra" que aguarda leitura já há algum tempo. Melhor assim. Fico deprimido quando não tenho nada novo para ler.

Crônica do Alvaro Abreu


Fim da embromação

 O imbróglio das obras da BR101 não sai do noticiário. Ainda bem. Quanto mais se pergunta e se conhece os fatos, mais se desvenda o tamanho do buraco. Hoje, o nível de conforto da concessionária e dos responsáveis pelo controle de suas obrigações contratuais já está bem perto do zero. Está criada uma indignação generalizada, sobretudo entre os que dependem da estrada para ir e vir, para salvar vidas, receber o que comprou, vender o que produziu. O governador quer conversar, a OAB resolveu se mexer, o MPF vai investigar, o diretor da ANTT vem ao Estado e tudo o mais.

Duplicar mais de 470km de estrada, com prazos e condicionantes previamente definidos, exige experiência empresarial específica, recursos volumosos e uma complexa engenharia financeira, fundamentada em informações confiáveis sobre a viabilidade de sua realização. Entram nessa conta os números dos investimentos com: estudos e projetos, desapropriações, execução de todas as obras previstas, bem como os das despesas com manutenção e operação da estrada ao longo do tempo. Do outro lado, estarão as previsões de receitas com pedágios e multas durante o período da concessão e as estimativas de valores para retornar os recursos investidos pela própria empresa, pagar os seguros contra riscos e perdas, amortizar os empréstimos contratados e assegurar uma margem justa de lucratividade. Por precaução, já não convém incluir investimentos em campanhas eleitorais e propinas em geral. A falta de projetos básicos de engenharia torna essas contas imprecisas e perigosas, exigindo revisões constantes e fiscalizações sistemáticas.

A tomar como verdadeiras as declarações do diretor as ECO101 e corretos os números publicados no jornal, as minguadas obras em curso estão sendo bancadas praticamente com a receita do pedágio. Se isso procede, sugiro que suspendam imediatamente o contrato, por embromação empresarial ou outra razão juridicamente razoável. No rumo em que está, a duplicação não tem futuro colorido. Definitivamente, a concessão merece um bom freio de arrumação.


Vitória, 26 julho de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

28.7.17

MONTANHA nº 12

Em julho surge nova MONTANHA, esta de nº 12. Falta acabamento e pintura.

Crônica diária

Quanta novidade

Fomos almoçar na Granja Viana, em Cotia, São Paulo, a convite do escultor Israel Kinslansky. É lá que mora e tem seu atelier e fundição em bronze. A fundição é a mais moderna do Brasil, e só ela trabalha com os equipamentos e materiais iguais as melhores do mundo, como as Italianas e Espanholas. O restaurante vegano chamado Serafim é mais do que um restaurante. É um espaço de comercio e esporte voltados para produtos naturais e artesanato. A comida é muito boa. E sou insuspeito em elogiar comidas veganas. E o preço inacreditável. Bufê de livre escolha, e sem balança por menos de vinte reais. É mais barato do que comer em casa. E foi durante o almoço que entre tantas conversas, o Israel nos contou sobre outro restaurante, o "Germina", em Porto Alegre, onde oferecem três opções de pratos feitos por dia. Um para pouco apetite, outro para apetite médio, e um terceiro para muita fome. Até aí, nada de muito original. Mas o valor a ser pago é a critério dos clientes. Na saída, ao invés de caixa, tem um cesto onde os comensais depositam o valor que desejam. Ou que podem. Mas o ineditismo não para aí. Os serviçais são voluntários. Não tem uma remuneração fixa. No fim do mês eles retiram do cesto o valor que acreditam justo pelo seu trabalho. Acreditem se quiserem.

Comentários que valem um post

Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Sempre existe gente muito bem humorada.
Bela 'estória' começo bem o dia!

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 27 de julho de 2017 06:53:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanhas de longa data":

Nesta LITORÂNEA fica bem expresso o interesse das suas esculturas !

Postado por João Menéres no blog . em quinta-feira, 27 de julho de 2017 04:25:00 BRT 

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27.7.17

Montanhas de longa data

Acrílica sobre tela. Série Litorâneas

Crônica diária

A pegadinha do Leonardo

O Leonardo não anda bom da cabeça. Dia desses convidou-me para almoçar e contou a seguinte história. Antes da história, propriamente dita, perguntou se eu frequentava academia de ginástica. Respondi que sim, e por determinação médica. Detesto fazer exercício físico. Sempre detestei. Em Imbituba abandonei a academia que frequentava por conta das companhias. Comecei a ter depressão. Estava ficando cada dia mais forte muscularmente, mas completamente depressivo. A média de idade das senhorinhas que andavam na esteira, ou pedalavam a bicicleta era de 120 anos, com aparência do dobro. Estava insuportável. E ainda por cima com a Ana Maria Braga na telinha da TV, e com som. Não dava. Quando estou em São Paulo frequento a academia do clube. Além dos velhinhos e velhinhas tem moças lindas e netas dos meus amigos. Gente bonita e bem vestida. O corpo perfeito. Quando terminei minha exposição sobre o que eu conhecia do assunto ele contou a citada história:
"Você sabia que agora as putas fazem ginástica?"
Como assim, Leonardo?
"Antigamente habitavam inferninhos, bebiam, fumavam e se drogavam. Não era assim?"
É, sempre foi essa a característica do meretrício.
"Pois agora não bebem álcool. Tomam suco verde, e vitamina de frutas. E fazem academia."
E a noite? Perguntei.
"Fazem mais academia".
E como encontram clientes?
"Nas academias."
Verdade?
"A única diferença é nos trajes, que são muito mais sumários que os tradicionais colantes. Algumas estão quase completamente nuas. E fazem os exercícios com lasciva e sensualidade que provocam ejaculações à distância."
É mesmo? Exclamei.
"Estou exagerando um pouco, mas é quase isso."
E os homens? Conseguem fazer ginástica?
"Claro que não. Estão lá para fazer sexo. E muitos por ordem e com atestado médico."
Que maravilha! Voltei a exclamar. E perguntei onde era essa academia?
"Em sonho, meu caro. Ou na imaginação desses velhinhos das academias tradicionais."

26.7.17

MONTANHAS QUE VEM DE LONGA DATA

Montanha de ferro e madeira, 2000, Piacaba

Crônica diária



Um pouco de umbigo

Nunca estive tão isolado politicamente, como estou, defendendo intransigentemente a saída imediata do Temer. Não me importo. Antes só do que acompanhado de imorais, ou com eles compactuando. Não importam os meios. 
Por outro lado, fazia tempo que não empolgava-me, como estou empolgado, fazendo minhas "montanhas". Para aqueles que não sabem, muito antes de escrever, fiz desenho, pintura e esculturas. Agora trabalho uma nova Série, chamada "Montanhas". São de argila esmaltada, outras de cimento, e estou em contato com o artista e fundidor Israel Kislansky, para tratarmos de uma em bronze. 
E para finalizar esta "umbigada", e provocar a Maria Tomaselli, em Porto Alegre, que recentemente  chamou meu texto de: " Baita texto desesperado, amoroso e exibicionista."O que não dirá deste?
Domingo passado encontrei quatro velhos amigos. Todos, mais ou menos da minha idade. Alice C, Vera S, Bebel A.L, e Renato F M. Almoçavam juntos, e eu no mesmo local. Todos, mais ou menos, meus leitores. E o retorno que obtive deles foi muito encorajador. Amigos servem para isso.
Não por acaso, no mesmo domingo, o leitor Gabriel Pupo Nogueira Neto, amigo do meu amigo Aloísio de Almeida Prado, publicou sem aspas essa frase: "Se soubesse que ter netos era tão bom tinha pulado os filhos". Ela é minha, Gabriel. Mas use-a como se fosse sua. Estou ficando tão metido com o número cada dia maior de leitores e amigos seguidores, que vou ficar insuportável. A Tomaselli já identificou sinais explícitos de "desesperado exibicionismo". Mas é só o que resta a um cronista, contista ou escritor no Brasil, segundo o amigo novo Roberto Klotz. Ele disse que mesmo sendo um contista de "mão cheia" (e fui eu quem o chamou disso), os bolsos continuam vazios. É verdade. Ninguém compra livro nesta terra. Nem a preço de custo. Não diria "preço de banana", porque seria um clichê, e o Roberto detesta isso. Essa é a razão pela qual poucos escritores vivem da profissão

Comentários que valem um post


Montanha de ferro e madeira, 2000, Piacaba

Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanhas de longa data III":

Fantásticas! Continua Edu.

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quinta-feira, 20 de julho de 2017 06:12:00 BRT 

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 valter ferraz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Não tenho mais página do facebook, não tenho mais blogues, portanto já morri (só esqueci de deitar). Mas tenho um trato com a Aninha Pontes: Indo-me dessa para pior ela tem todas as minhas senhas que usei e ainda uso. Confio plenamente que ela dará conhecimento a todos. Alguns se alegrarão à farta, outros talvez fiquem tristes. É assim que encaro e ainda me entristeço ao deparar com a morte nas esquinas da vida. Já disse um poeta que "envelhecer é enterrar amigos" e é o que temos feito ultimamente.

Postado por valter ferraz no blog . em terça-feira, 25 de julho de 2017 17:56:00 BRT 

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valter ferraz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Banho de sol":

O morador deve ser um japonês e a "banhista", um aboneca inflável. Está na moda. Dizem.

Postado por valter ferraz no blog . em terça-feira, 25 de julho de 2017 17:51:00 BRT 

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25.7.17

Teia de aranha

Julho, Piacaba, 2017

Crônica diária

Voltando à realidade

Só para recordar:
No dia seguinte que a fita gravada por Joesley Batista com o Temer, nos porões do Jaburu, veio à tona eu defendo a imediata renúncia, ou o impeachment do Presidente. Com a moral não se transige.
Dias depois que os seus ministros da casa, Eliseu Padilha e Moreira Franco o convencerem a não renunciar, para preserva-los, a todos do governo, longe da justiça comum, e com imunidades que os cargos lhes oferecem, já que são todos investigados pela Lava Jato, denunciei a postura indigna do PSDB em não deixar de apoiar o governo, e manter quatro ministros nos cargos. Uma vergonha.
Os fatos seguintes, durante os meses de Junho e Julho, foram de desesperada batalha para manterem-se no poder. Arrombaram mais uma vez os cofres públicos, penalizando a política austera e correta do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. E veio o aumento escandaloso de R$ 0,40 centavos por litro de combustível.
Sem a reforma da Previdência não há como fechar a conta.
Mais uma vez somos nós quem vamos pagar o pato. Alguém tinha dúvida?
Essa historinha, e meu discurso, até parece de esquerda e de petista.Isso porque eles mudam de lado ao sabor das conveniências políticas do momento. Eu mantenho coerência com o discurso contra a Dilma. Pedalar é imoral. Fora Dilma. 
As graves acusações, malas de dinheiro, mesadas por vinte anos, compra do silêncio do Eduardo Cunha, tudo completamente explicitado e provado por áudio e som, condenam o Temer. Fora Temer.
Mas, e tem sempre um mas, o DEM ficou com olho gordo na Presidência, e o Rodrigo Maia, sucessor natural do Temer, entrou na dança. Promete lealdade ao Temer, mas articula nos bastidores. Temer se defende usando a caneta e armas pouco republicanas para o momento crítico que vive. Repete as ações da Dilma. 
A briga dos partidos, e as intrigas dos velhos amigos e correligionários do PSDB e do DEM, dão fôlego ao Presidente imoral. Todos visando 2018. Isso ajuda a dar uma sobre vida, longe das grades, ao Lula de sempre. 
E tem mais, jovens idealistas, mas sem experiência política, juntos no Partido "Novo", que baseia seus princípios na moralidade da política, apoiam a continuidade do imoral Temer. Também com vistas em 2018.
 A moralidade que vá às favas.

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "As montanhas vem de longe":

Será que foi no ap da Paulinha, logo na entrada, que eu vi um quadro grande de uma montanha?

(Posso estar fazendo uma grande confusão)

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quinta-feira, 20 de julho de 2017 06:02:00 BRT 

Você esta certíssima. 
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 Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Triste. Se não fosse pelo Varal nunca saberia desta notícia e, no entanto, muitas vezes utilizei o Século Prodigioso e pensei que a sua existência era, de facto, uma espécie de coisa extraordinária. Mas a Zumbisfera é assim mesmo; as pessoas falecem no mundo real mas ficam, como fantasmas, por aqui. No Facebook continuamos a receber mensagens anunciando o seu aniversário e incentivando o envio de felicitações. Quando isso acontece é um banho de tristeza e saudade. Não se pode avisar o mundo virtual da nossa morte?

Postado por Silvares no blog . em segunda-feira, 24 de julho de 2017 06:27:00 BRT 

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24.7.17

Varal

Autor desconhecido

Crônica diária

A tristeza não passa

Hoje dedico minha crônica aos amigos vivos. A perda do Jacinto Gomes, em Lisboa, há dois dias abalou-me muito. Pouca gente sabe que tenho um blog chamado 1.blog.a+ que se presta a fazer homenagem aos amigos vivos. A morte é uma coisa inevitável, mas terrível. Uma de suas consequências é endeusar o falecido. Mas aí é tarde. Gosto de dizer em vida o que penso das pessoas com quem convivo. Homenagens póstumas na maioria das vezes são hipócrita, ou serve para esconder remorsos. Estive com o Jacinto pela ultima vez em 2013, na cidade de Lisboa, que ele amava e conhecia azulejo por azulejo. Nela fizemos caminhadas culturais memoráveis. Homem de uma timidez e cultura enorme. Um mestre no que fazia, criou e sepultou os melhores blogs de arte da internet. Era uma verdadeira lenda. Há algum tempo adoeceu, e meu ultimo livro "O Diabo desse Anjo", não chegou a comentar. Mas tenho certeza esta em companhia de todos os anjos do céu. Era um iluminado.

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Essa eu tinha que ler!
"Papel carbono" ; esse título remeteu-me a "cópia" e lembrei de um episódio tragicômico.
No fim da sua crônica vc escreve que a palavra cópia foi para o espaço, rsrsrs...

Pensa numa pessoa moralmente correta e íntegra. Que gosta de escrever cartas (ainda hoje!!!!). E que escreve cartas com cópias. Inclusive as cartas para a amante; recheadas de "pornografia e palavroes imundas" (nas palavras da filha).
Pois esse foi o princípio da decadência de um homem acima de qualquer suspeita.

Alguém ainda usa a cópia.


Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quinta-feira, 20 de julho de 2017 05:26:00 BRT 

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Caricatura de Jacinto Gomes em 2008

 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O VARAL esta de LUTO":

A morte não poupa ninguém...! E as boas pessoas, por essas parece-me que tem uma certa preferência...
Sentidos pêsames á família enlutada.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em domingo, 23 de julho de 2017 07:11:00 BRT 

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23.7.17

O VARAL esta de LUTO



Hoje faltam palavras para homenagear o MAIOR blogueiro e AMIGO que conheci.
Já contei, e repito essa história. A blogosfera teve um intelectual discretíssimo, amante e conhecedor profundo das artes chamado JG. Seus blogs eram tão fantásticos que no início pensei tratar-se de mais de um blogueiro. Um J e outro G. Depois de frequentar anos seus formidáveis blogs e aulas de boa arte,fiquei conhecendo o Jacinto Gomes, de quem me tornei amigo. Era uma pessoa especial. Perdemos uma pessoa que tinha luz própria. Tinha opinião. Tinha um finíssimo humor. E sobre tudo uma generosidade ímpar. Pessoalmente estivemos juntos em 2013. Sobre seus blogs escrevi várias vezes. Vai fazer muita falta. O Varal nunca esteve tão triste com sua partida.


Lisboa, 2013, Foto de Paula Canto. O autor do blog e seu querido amigo Jacinto Gomes.

Republico um texto, sobre ele, postado no meu "1.blog.a+" (https://www.blogger.com/blogger.g…), em 2011.

"Para quem não sabe ( será que existe ainda quem não saiba?? ) Jacinto Gomes ou simplismente JG foi autor de alguns dos melhores blogs da internet! ZOO BIZARRO, BLOG DA SABEDORIA e o seu famoso O SÉCULO PRODIGIOSO ( Arte do século XX ), entre outros que eu lia diariamente, copiava-os, decorava-os! Aprendi tudo que acredito saber de bom, na arte de fazer um blog, com as postagens, ideias, conceitos, imaginação desse homem que modesta e timidamente se escondia atrás de duas letrinhas: JG. Eram tantas e de tão boa qualidade suas postagens, em mais de um blog ao mesmo tempo, que cheguei a pensar tratar-se de uma dupla de autores: o J e o G.... Mas o destino nos levou, um dia, a encontra-lo em Lisboa, onde mora, e nos tornarmos amigos, como se já fôssemos íntimos, há muitos anos! Uma figura ímpar, uma personalidade e cultura admirável. Um dia, sem mais nem menos, encerrava seu blog, eu ficava órfão, no outro, sem maior alarde abria novas páginas na internet. Sempre uma superando as anteriores. Já faz um tempo esta afastado dos blogs. Participa, sempre discretamente, das páginas do Facebook, o que considero um desperdício e perda de tanto talento e sabedoria. Mas todos seus fãs tem razões e esperanças em acreditar que um dia volte, com tudo que sabe e conhece, a nos ensinar na blogosfera! Um forte abraço, caro JG."
Postado originalmente no VARAL DE IDÉIAS em 07/08/2011

Crônica diária

Ufa! Uma semana com os netos acabou

Contrariando todas as opiniões com exceção do leitor Paulo Penteado, que me deu a maior força, meus leitores e leitoras acham uma delícia ficar uma semana com os netos. Eu os adoro, mas avô não tem idade para ser pai. Foi uma canseira dos diabos. Oito anos é uma idade intermediária. Não são mais criancinhas, mas não são adolescentes. Eu prefiro a idade em que a obediência é completa. E a energia? Não param um segundo. Acordam as sete da manhã, e as oito da noite, eu completamente moído, eles estão à toda. Nadam no mar e lagoa de água geladas. Remam o barco, viram a canoa, tudo na maior algazarra. Depois fazem escaladas nas pedras, e descem as dunas de ski-bunda, dezena de vezes. E tem o balanço que imita as ondas do mar, no movimento do surfe. E estão o tempo todo querendo água, suco, e comendo. Comem como gente grande. E quando acabam de jantar ainda querem pipoca! Não tem fim a energia dessas crianças, nessa idade. Sempre falando mais alto do que o necessário, implicando um com o outro, e de vez em quando a brincadeira de mão descamba, e um chora. Meu filho Guilherme, pai da Glória, uma das netas desse trio, criou um sistema, de perde e ganha pontos, para domar as ferinhas. Fazem antes de dormir uma reunião chamada de "Pato". Nela é anotado num caderno os pontos ganhos e perdidos durante o dia. No final da semana o melhor pontuado pode pedir um presente. O segundo e terceiro lugar recebem chicletes como incentivo e  consolação. Mas cheguei à conclusão que na verdade quem paga o "Pato" nessa história de uma semana de férias com o vovô, sou eu.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
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