31.8.17

Achados na PIACABA

2017

Crônica diária



Chatos de galocha ou de piteira
 
Esse termo: "chato de galocha" era do tempo da minha mãe. Ela usava. O termo. Galochas, que hoje em dia nem existem mais, e pouca gente deve ter usado, o Paulo, meu irmão, e eu, usávamos. Com vergonha, mas usávamos. Era aquela proteção de borracha preta onde se colocavam os sapatos para protegê-los da chuva. E por que os "chatos" eram os de galocha eu nunca soube. A semana passada o meu leitor Luiz Antônio de Barros referiu-se ao Bob Dylan como um "chato de piteira". Para mim essa é nova, e muito boa. Apesar de um número muito menor de fumantes usar piteira, elas ainda são mais conhecidas do que as galochas. De qualquer forma, chato de piteira ou galocha continua sendo chato. Mesmo sem elas.

Imperdível

Participem

30.8.17

Victor Ribeiro

Peça do artista plástico Victor Ribeiro, coleção do autor do blog.

Crônica diária

Jerry Lewis

Hoje falo sobre o palhaço americano Jerry Lewis que faleceu dias atrás. Sei que meu texto e opinião vão gerar polêmicas. Ele é tido como um dos maiores cômicos do cinema, teatro e TV. Eu discordo. Cômicos do cinema e TV eram Chico Anysio, Jô Soares, O Gordo e o Magro, Chaplin, Mr. Bean, Os irmãos Marx, e por aí a fora. O Jerry Lewis era um palhaço sem cara pintada. Nada contra os bons e deliciosos palhaços. Arrelia e Pimentinha, Fuzarca e Torresmo, Carequinha, Bozo e tantos outros. Eu adorava circo e curtia muito palhaços, portanto quando digo que o Lewis era um palhaço não o faço para denegri-lo. Ao contrário, coloco-o entre os maiores palhaços do seu tempo. Mas não me venham dizer que sua arte era de comediante. E nisso ele foi inovador. Tirou o nariz de palhaço, não pintou o rosto, não usou careca de palhaço, nem sapatos de palhaço. Nem por isso deixou de fazer palhaçada.

29.8.17

Montanha erodida

MMarcelo Rocca dando os acabamentos finais na MONTANHA ERODIDA. Agosto, 2017

Crônica diária

"Confissões"


Danadinha essa Kanae Minato. Dona de casa, professora e escritora nas horas vagas. Autora do Best Seller Internacional “Confissões”, com mais de três milhões de exemplares vendidos só no Japão, onde mora. Ganhou vários prêmios e o livro virou filme indicado paras o Oscar. Um sucesso. Danadinha porque conseguiu escrever uma história policial, com todo o suspense e pegadinhas que o gênero exige, sem um detetive, policial, investigador ou tribunal. Vale a pena pela leitura fácil, onde num tom coloquial prende o leitor da primeira à ultima página. Emociona e nos faz pensar. Danadinha a Kanae Minato.

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João Menéres disse...
O drama é quando os anos nos impedem já de dar saltos, mesmo os menos espectaculares !

segunda-feira, 28 de agosto de 2017 04:01:00 BRT
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Excluir

28.8.17

Montanha sendo fundida em bronze

 Molde em cera da Montanha nº14
                          Molde de gesso e silicone para fundir em bronze a Montanha nº14
                      A fundição, mais moderna do Brasil, e fotos de ISRAEL KISLANSKY 

Crônica diária

Herói de história em quadrinho

No mesmo livro de que tenho falado, do Sebastian Smee, li que Lucian Freud gostava de contar o caso do autor de histórias em quadrinhos que saiu de férias, deixando seu herói acorrentado no fundo do mar com um enorme tubarão vindo da esquerda e um imenso polvo se aproximando pelo outro lado. A pessoa que o substituiu não consegue imaginar como tirar o herói do iminente perigo. Depois de várias noites em claro, ela finalmente manda um telegrama ao escritor, perguntando-lhe o que fazer. A resposta: COM UM SALTO ESPETACULAR O HERÓI SE LIBERTA. Que bom seria se na vida real pudéssemos resolver os intrincados impasses dessa forma. 

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Blogger João Menéres disse...
Os meus ouvidos não suportam ouvir essa expressão de esposa !
Entre amigos ou entre pessoas que se relacionam, aprecio que pronunciem o nome próprio do cônjuge,aliás como o Eduardo pratica.

domingo, 27 de agosto de 2017 04:20:00 BRT
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ExcluirJoão Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica do Álvaro Abreu":

Alvaro tem uma neta à altura !
E a Manu tem um querido avô.


Postado por João Menéres no blog . em domingo, 27 de agosto de 2017 04:25:00 BRT

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27.8.17

Ratto di Proserpina

                                                


                                          G. Bernini: Ratto di Proserpina

Crônica diária

 Idiossincrasia (do grego ἰδιοσυγκρασία, “temperamento peculiar")

Mas a conversa com o Leonardo continuou. Ele também disse ter "engulhos", se referindo à palavra que eu havia usado no diálogo anterior, com gente que escrevendo ou falando refere-se à sua esposa ou esposo, nesses termos, e não como minha mulher, ou meu marido. Tive que mais uma vez concordar. É brega, é mixo, cometer esse corriqueiro engano. Não que esteja incorreto, mas é uma forma inculta de usar os dois termos. A minha mulher e o meu marido é a forma elegante quando nos referimos aos nossos cônjuges. Agora, quando nos referimos à mulher ou marido de terceiros, aí sim é aconselhável o uso da palavra "esposa". Quanto ao esposo, eu não uso. Prefiro ainda "seu marido". O Leonardo concordou dando uma larga risada. Perguntei: "O que foi? Disse besteira?" E ele ainda rindo lembrou do professor de português, Gradin, que lecionava no Colégio de Cataguases. Era dele essa magistral crítica ao uso da expressão: "via de regra". Recomendava: "Nunca usem. Enganam-se os que pensam tratar-se de "usualmente, normalmente, ou quase sempre". Via de regra é boceta. Gargalhadas.

Crônica do Álvaro Abreu


Pernas de pau

Nem bem acabou de me dar um abraço apertado e um beijo de bom dia, Manu, a neta mais velha e xodó de muita gente, me pediu para fazer uma perna de pau pra ela. Seria meu presente de seu décimo aniversário, lá em novembro. Ela não me deu qualquer pista  sobre suas motivações em querer brinquedo tão antigo e fora de moda. Da minha parte, devo dizer que fiquei muito lisonjeado com aquela demanda. Na sua carinha, uma expressão de plena confiança de que o avô atenderia prontamente o seu pedido.

Experiente no trato com madeira, achei que poderia dar conta do recado sem ao menos precisar sair de casa para comprar material. Lembrei-me das ripas de pinho clarinho de boas dimensões, compradas faz tempo, guardadas lá no puxadinho. Além disso, seria uma boa oportunidade para usar os pregos que trouxe dos EUA e experimentar a cola de madeira que se anuncia forte como um gorila. Serrote, martelo, esquadro, riscador, grosa e lixas são coisas que não faltam no meu armário de ferramentas e bagulhos em geral.

Enquanto apanhava o que iria usar e tirava o pó preto da minha bancada fui idealizando o projeto. Consultei a neta para melhor definir o tamanho das pernas e a altura da plataforma para colocar os pés, sustentada por pequenos triângulos de madeira. Depois foi só marcar e serrar as ripas com precisão, tirar todas as quinas vivas com a grosa e lixar tudo sem pressa. Por saber que é observando e ajudando que se aprende a fazer muita coisa, pedi a Theo, o irmão dela, que firmasse as ripas enquanto eu passava cola nas peças, batia os pregos e afinava os cabos para facilitar a pega por mãos pequenas. Precavido, para evitar escorregões, tratei de colocar sola de borracha nas extremidades de baixo.

Os primeiros passos de Manu com as pernas de pau foram inseguros e desajeitados, mas o aprendizado foi rapidíssimo: em pouco tempo a menina já estava andando de um lado para o outro, subindo e descendo degraus sem titubear. Vi que ela adorou poder ficar conversando com a avó sem precisar olhar pra cima. E se achando, naturalmente.

26.8.17

Ratto delle Sabine

                                                                  Giambologna

Roberto Klotz
Roberto Klotz Eduardo é cultura.
Eu desconhecia Giambologna. Googlei e fiquei surpreso com as magníficas esculturas maneiristas (também aprendi isso hoje).
É um privilégio ter Michelangelo como mestre. Pelos trabalhos que eu vi, julgo que trocaram muitas experiências. Esse Giambologna é muito fera.
Obrigado por ser meu orientador cultural, Eduardo.
Quanto à história, verdadeira ou não, é uma boa lição.

Crônica diária

 Jantar pouco sofisticado

Comentei que o Leonardo andava mais impertinente e cri-cri, como diziam antigamente, do que o habitual. Ele contestou: "Só porque me dá arrepios ouvir gente falando "janta" no lugar de "jantar"? Pois é, Leonardo, e você mora em São Paulo, e janta, só o povo do interior, e mesmo assim os incultos, falam. Mas aqui no sul, Santa Catarina e principalmente o gaúcho só fala "janta" para se referir ao "jantar". Dava-me engulhos antigamente. Hoje relevo. O professor Sérgio Rodrigues sobre o assunto escreveu o seguinte: "O “frio na espinha” sentido por muitos diante da palavra está provavelmente ligado a uma questão de adequação vocabular. "Janta" é um termo de uso coloquial, popular, familiar, que também pode ser visto como chucro e pouco sofisticado, conforme o contexto. Jantar é sua versão mais elegante e culta." Entretanto outro professor Rafael Vieira argumenta que "janta" só existe na 3º pessoa do singular do presente do indicativo. Exemplo: Ele janta muito. "Jantar" por outro lado significa a refeição diária e noturna. E completa afirmando: Nunca diga "Esta na hora da janta." Diante do exposto passei a tolerar, embora saiba que a forma culta da língua é jantar. E o Leonardo completou: E "janta" é coisa de pobre."  

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "EXTRA":

Muitos parabéns, grande Eduardo !
Os seus amigos ficam muito felizes com este galardão !

Forte abraço.

Postado por João Menéres no blog . em quinta-feira, 24 de agosto de 2017 21:05:00 BRT 


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 Angela Maria Lunardelli PARABÉNS EDUARDO! PELO PREMIO, POR SEGUIR E PERSISTIR NOS SEUS SONHOS E PELA SUA SINCERIDADE EM EXPOR SUAS "DERROTAS" QUE JUSTIFICAM O APRENDIZADO E AS QUALIDADES DE UM VENCEDOR.   PARABENS, MESMO!

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

E eu fico com o galardão de ter sido o primeiro dos seus amigos e leitores a felicita-lo !
( Podem conferir na postagem da GRANDE NOTÍCIA intitulada EXTRA...).
Não é verdade, Eduardo ?

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 25 de agosto de 2017 04:26:00 BRT  


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 Ira Foz Parabéns ! Por isso a arte vem junto com camisa suada, dedicação e indispensável talento. Lindo de viver, no final das contas.
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 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "EXTRA":
Parabéns Eduardo !!!

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 24 de agosto de 2017 21:49:00 BRT
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Li Ferreira Nhan
deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Nós que agradecemos Edu, o teu prêmio foi merecidíssimo. Continue!

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sexta-feira, 25 de agosto de 2017 00:40:00 BRT 

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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Claro que concordo com o Rafael Vieira !
É como perguntar se o comer está pronto.
Horrivelmente inculto !

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 26 de agosto de 2017 04:58:00 BRT 

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25.8.17

Gracie Fields The Biggest Aspidistra In The World 1938

Publicado em 11 de mai de 2009
The best known Gracie song in the world, from the rare film Keep Smiling 1938. I have been asked many many times to upload this and have done so. I have taken this from the original 78rpm. Please do look at my other Gracie uploads as Gracie sang many wonderful songs apart from this LOL only joking. A 1951 Live version from The Festival Of Britian is on the new cd THE REAL GRACIE FIELDS Favourites and rarities 1928-60 full of gems over 60 tracks available for the first time on cd for the COL

Crônica diária

Um dia memorável 

Falto com a verdade se disser que recebi a notícia com naturalidade. E claro minha reação foi de muita alegria, depois do susto. Reli o e-mail três vezes, como faz o ganhador de bilhete de loteria. E tive pena da atitude do Bob Dylan. E olhe que o meu ainda não é o Nobel de Literatura. Ficar em 2º lugar num concurso de contos é muito bom. Principalmente sendo meu primeiro prêmio em toda minha vida. O XXV Concurso de Poesia e Prosa da Academia de São João da Boa Vista entendeu premiar "Dias Cinzas", que concorreu anonimamente, como de hábito nesses certames. A respeito de concursos já escrevi sobre o trauma que temos em família. Meu pai teve um lote de Nelore desclassificado por excesso de peso, num concurso de bois gordos. Isso mesmo. Pasmem vocês. Desde então, ele que vinha ganhando todos os concursos de que participava, nunca mais concorreu. Eu até que tentei, quando pintava. Mas era sistematicamente recusado pelas comissões de seleção. Resolvi então fazer um curriculum respeitável de recusas. Tudo acabou em 1976 quando três obras minhas foram expostas na Bienal de São Paulo. A comissão resolveu aceitar todos os inscritos. Logo, o prêmio que recebi ontem tem um significado especial. Preciso agradecer a todos os meus 3285 amigos aqui do Facebook, e mais de 1007 seguidores, sem os quais talvez não tivesse razão para estar escrevendo diariamente. A vocês dedico esse prêmio. Muito obrigado.

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Roberto Klotz
Roberto Klotz Vai para Roma? Escreve,esculpe, pinta... recebe prêmios por tudo o que faz. É o sucessor de Francisco. Papa Tudo. Congratulations.
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Olavo Moraes Barros Neto
Olavo Moraes Barros Neto colhendo os frutos do seu talento. Parabéns.
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Luís Fernando Salazar
Luís Fernando Salazar Parabéns Eduardo, meu antigo colega mais esclarecido e inteligente. Abraço
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Estela Salles
Estela Salles Que máximo!!! Quero conhecer a obra premiada?
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24.8.17

EXTRA

PREMIAÇÃO XXV CONCURSO POESIA E PROSA DA ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA

Oi Eduardo, boa  noite.
A Academia de Letras de São João da Boa Vista tem o prazer de informa-lo(a) que seu trabalho  DIAS CINZAS  foi premiado em  nosso  XXV  Concurso de Prosa E Poesia, obtendo o 2º lugar.
Em breve entraremos em contato sobre a entrega da premiação.
Forte abraço !
Carmen Lia







Angélica Costa Arechavala

Angélica Costa Arechavala
                                                     Retrato do marido Israel Kislansky

Crônica diária

A arte do acabamento

Essa história foi contada em 1995 pelo poeta James Fenton, e ficou famosa. Li no livro do Sebastian Smee. O escultor Giambologna, do século XVI, quando jovem, recém chegado a Roma, levou ao grande Michelangelo uma pequena escultura modelada em cera. Tinha um acabamento primoroso. Suas superfícies eram tão lisas que a peça parecia ter vida. Michelangelo, então em seu apogeu, pegou a peça nas mãos e a inspecionou. Colocou-a sobre a mesa à sua frente e golpeou-a até deixa-la uma massa disforme. O jovem artista observando. Michelangelo então, começou ele próprio a remodelar a cera. Quando terminou, devolveu a figurinha, dizendo: "Agora vá e aprenda a arte de modelar antes de aprender a arte do acabamento." Quanto de verdade há nessa lição de cinco séculos atrás. E serve para todos nós, em todas nossas atitudes. Muitas vezes desprezamos o conteúdo, e super valorizamos as aparências. Roupas e acessórios com marcas da moda. E claro, refiro-me aos falsos. Os exemplos mais comuns são os tênis chineses que da Nike só tem o nome, e das bolsas Louis Vuitton. 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Na verdade, além da própria razão da origem do título, UM LIVRO PARA ENFRENTAR FILAS é um achado !
Benditas senhas !
O sucesso está garantido, Eduardo.

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 23 de agosto de 2017 04:23:00 BRT 

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Graziella Debbane
Graziella Debbane Que maravilha, Eduardo! Parabéns, querido: vc merece, e muito. Me impressionam seu foco e disciplina! Quando coloca uma coisa na cabeça - ou na mão e coração, faz... Quando crescer quero ser igualzinha a você, viu?!

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Roberto Klotz
Roberto Klotz Será que ainda teremos uma crônica sobre o homem que colecionava senhas? Foi o meu desafio.
Tarefa cumprida com méritos. Nota dez com louvor. Diria Márcia de Windsor. (conhece quem é das antigas, como eu)
As senhas do açougue eu não coloquei dentro do livro. Grudavam pegajosas. Vinham pingando sangue e violência, ao contrário dos textos.
As melhores senhas colecionadas eram de uma confeitaria do shopping. O aroma de café é o que melhor combina com as crônicas.
Abraço brasiliense
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 Regina Vilela Parabéns Eduardo !vc é excelente! Tive o privilégio de ler alguns dos seus textos. Encantada!
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 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ROBERTO KLOTZ":

Não conheço o senhor Roberto Klotz, mas esta caricatura parece-me muito bem! Parabéns Eduardo.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quarta-feira, 23 de agosto de 2017 08:40:00 BRT

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23.8.17

ROBERTO KLOTZ


Roberto Klotz
Roberto Klotz O cronista Eduardo Penteado Lunardelli me homenageou com uma genial caricatura. Eu, quando me vejo espelho acho que sou bonito. Mas a minha mulher quando viu o retrato disse a pior verdade: é igualzinho!

Crônica diária

O homem que colecionava senhas

Tenho uma dúzia de livrinhos publicados. Escrevo todos os dias algumas linhas a que chamo de crônicas. Coleciono comentários favoráveis e os publico nas orelhas e contra capas dos livros. Claro que omito os desfavoráveis. Não sou bobo nem nada. Mas pela primeira vez depois de 1729 crônicas publicadas recebi uma resenha de um dos livros: "O diabo desse anjo". Esse feito memorável partiu de Brasília. É a primeira boa notícia daquela cidade que tenho nos últimos doze anos. O autor da resenha encantou-se com o título, certamente. Pensou tratar-se de um romance ou coisa parecida. E quando passou o livrinho na frente de mais de três metros de outros à espera de leitura, se deu conta tratar-se de pequenas crônicas. E por essa razão a leitura podia ser descontinuada. E a cada parada que dava, metia uma senha de uma das filas que enfrentava. Correio, uma senha. Fila do banco, outra. Até farmácia hoje em dia tem senha para atendimento. Sem falar na senha do açougue dos super mercados. E o livro de 300 crônicas foi ficando "gordinho" de tantas senhas. E as crônicas passaram a serem lembradas pelas senhas que as correspondiam. Esse homem que colecionava senhas, e que mora em Brasília tem nome: Roberto Klotz. Escritor. E confessou, que entre todos os livros que tem para ler, este foi seu predileto para enfrentar filas. Que magnifica definição. Na próxima edição vou colocar na capa: "Um livro para enfrentar filas", Roberto Klotz. 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Se a senhora sua Mãe não conheci, já o Jorge conheço e muito bem.
E entendo que este reproduz tudo o que o Jorge é, por fora e por dentro.

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 22 de agosto de 2017 03:58:00 BRT 
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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Fui bem apanhado, num dia pouco feliz.


Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 22 de agosto de 2017 06:59:00 BRT 
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22.8.17

Grapefruit

Uma das minhas paixões no café da manhã é a Grapefruit. Para tanto tenho uma faquinha especial. Ela tem lâmina dupla para separar os gomos e outra serrilhada curva para o fundo da laranja. Uma fruta e ferramenta muito sofisticada.

Crônica diária



Freud e Bacon

Lendo "A arte da rivalidade" de Sebastian Smee no capítulo que trata da dupla Bacon e Freud encontrei uma afirmativa que de a muito compartilho. Num retrato a semelhança com o retratado é absolutamente secundária. E para defender essa tese, diz com humor: "nunca se coloca o retratado pendurado ao lado do retrato". E é absoluta verdade. O bom retrato é aquele que além da eventual semelhança trás muitas outras informações embutidas. A tensão, a postura, a direção do olhar são, entre outros, elementos que acrescentam informações do retratado. E tudo isso visto e entendido sem o auxílio de um manual, ou considerações de um guia. Para ilustrar minhas palavras mostro dois retratos que considero fui feliz. Sobre o da minha mãe já escrevi que na época ninguém gostou. Vinte anos depois até meu pai, crítico absoluto de tudo que eu pintava, achou graça. Sobre o do Jorge Pinheiro não sei o que o próprio acha, mas considero um grande retrato.

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sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quatro gerações (2006)":

Linda tela Eduardo, que me encantou!
Me lembro muito bem dela também.
Mas só agora tive conhecimento que ao fundo estava o busto do seu pai.
Bjs.

Postado por sonia a. mascaro no blog . em segunda-feira, 21 de agosto de 2017 14:54:00 BRT 

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21.8.17

Aquarelas


Crônica diária



O momento político 

O Leonardo, amigo de longa data e meu leitor diário cobrou-me algumas palavras sobre o momento político atual. Disse a ele que estava, propositadamente, evitando o assunto por total desesperança. O papel de quem escreve todos os dias é tentar compreender e difundir os fatos relevantes do nosso cotidiano. Infelizmente os últimos três meses foram tristíssimos para nossa vida política. A falência dos partidos e de seus representantes é clara e evidente. Eles não nos representam. O presidente, moralmente impedido de exercer o cargo de zelador de prédio, continua fazendo das tripas coração para continuar no poder. E o mais grave de tudo é  o número de pessoas que passaram a defender: "com ele é ruim, sem ele seria pior".  Inimaginável essa situação. Se alguma razão prática, ainda que imoral, houvesse, com a aprovação da reforma da previdência, tudo bem. Mas as reformas estão inviabilizadas. As medidas para não estourar as metas, metas constantemente modificadas, mostram a fragilidade do governo Temer. Ele continua usando os mesmos métodos de seus antecessores. Usa os cofres públicos em benefício próprio. O rombo é sempre repassado para o povo, que pagou, e continuará pagando o pato. A reforma política só privilegia os atuais caciques políticos.  Até quando? E o povo aceita mansamente todas essas panaceias. E por fim, falar de 2018 é ainda menos promissor. O STF esta prestes a confirmar que condenados em segunda instância não podem ser presos. Vale dizer, o Lula pode continuar fazendo sua triste, mas eficiente campanha. Seu oponente mais bem colocado nas pesquisas é o Bolsonaro, que não passa de um cacareco, de um tiririca, que no Brasil costuma emplacar pleitos eleitorais. Diante de um quadro desses, me pergunto, e ao Leonardo, não é melhor continuar falando de aspidistra, e fazendo montanhas?

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quatro gerações (2006)":

Lembro-me muito bem desta sua postagem de há quase dez anos !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 20 de agosto de 2017 05:05:00 BRT 

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20.8.17

Quatro gerações (2006)

Postado aqui no Varal em 30/12/2008, tela, acrílica, 100 x 0,80 cm de 2006, cujo título é "Quatro gerações". Ao fundo busto do meu pai.

Crônica diária



Tal pai, tal filho

Há cinco dias almoçamos num restaurante italiano na companhia de dois escultores, Dan Fialdini e Israel Kislansky, acompanhados pelo Fabrizio, filho do Dan. O assunto não poderia ter sido outro: escultura. Em mármore, e seus fornecedores de ferramenta em Carrara. Em argila, em cimento e em bronze. No final do almoço muitas críticas às dificuldades alfandegarias no Brasil. Histórias inacreditáveis de  morosidade na liberação de obras estrangeiras para serem expostas e retornarem ao país de origem. O custo para liberação de obras fundidas no exterior. Caixas de madeira com dezena de telas deixadas nos pátios, ao relento, e quando liberadas encharcadas de água de chuva. Coisas inacreditáveis. Motivo? Criar dificuldade para receber "facilidade", ou propina, como é chamada no mundo oficial. É preciso urgentemente uma operação Lava Jato nas alfândegas brasileiras. Antes de levantarmos solicitei ao garçom que tirasse uma foto do nosso encontro. Ao publica-la percebi que, espontaneamente, o Dan à direita e seu filho Fabrizio, sentado à esquerda, estavam com braços e mãos em idêntica posição. Tal pai, tal filho.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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